Covid-19 pelo mundo afora: 20-06-21
Covid-19 pelo mundo afora: 20-06-21

Flexibilização. Eu já vi esse filme”, foi o título de uma matéria postada no blog há 1 mês. Não deu outra. Mérito nenhum, aliás. Mais difícil teria sido prever o desfecho de um jogo entre o Flamengo e o Íbis Sport Club, “O pior time do mundo”. De um lado, esse vírus infecta pelo contato e pelo ar, de outro lado, as normas anti-Covid-19 estavam a ser flexibilizadas em várias capitais. Em que você acha que uma combinação dessas sempre vai dar? Foram-se as tais normas e já viu. Hoje por aqui estamos com a m… até o pescoço e subindo: 500 mil mortos em 15 meses e beirando os 100 mil novos infectados em um único dia. E tudo tranquilo.

Agora estou tentado cravar o mesmo título daquele post na testa da União Europeia. Eu já morei por lá e sei o quanto os bípedes distantes do Mediterrâneo gostam de sol. E o sol vem aí e a maioria dos países da UE já abriram suas fronteiras para os turistas vindos de nações vacinadas ou coisa que o valha, mesmo sem exigir certificados de vacinação nem testes de diagnóstico no desembarque. Razões não faltam. Não é só de azeite de oliva que os 10 países mais visitados no continente vivem e está prevista a chegada de 360 milhões de turistas na temporada que começa. Tomara que dê certo, que a pandemia não descambe de novo e que um vírus falando francês ou italiano não aporte por aqui em Outubro, também de novo. Mas eu não posso deixar de pensar que eu já vi esse filme. E várias vezes.

O presente muda o passado

A euforia que ora toma conta da mídia devido à antecipação das campanhas de vacinação no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul (não confirmado) e São Paulo, opacou alguns pequenos detalhes desagradáveis do passado que alguns teimosos insistem em trazer à tona:

Pesquisa da UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e Harvard aponta que vacinação evitou morte de 43 mil idosos por Covid no Brasil. Enquanto mortes de idosos com mais de 70 anos por outros motivos permaneceram estáveis, entre janeiro e maio de 2021, os óbitos em razão do coronavírus no Brasil caíram quase pela metade. Segundo o epidemiologista Cesar Victora, da UFPel, sem vacinação, o país que estava chegando a 480 mil mortes, já estaria entre 530 ou 540 mil.

Ainda mais contundentes são as conclusões de um estudo do professor Pedro Hallal, também da UFPel, publicado na revista científica The Lancet, talvez a mais prestigiada do mundo junto com a Nature e a JAMA. Ou seja, 375 mil mortes poderiam ser evitadas durante pandemia no Brasil, ou três de cada quatro mortes, se o Brasil estivesse na média mundial de controle da pandemia.

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A Janssen virou a Geni das vacinas

Com apenas 11,8 milhões de doses administradas nos Estados Unidos até agora – menos de 4% do total – a “vacina-de-única-dose” sobre a qual houve grande expectativa… desabou. Os estados americanos não têm onde guardar milhões de doses que irão expirar em breve. A procura da vacina caiu depois de ocorrido um raro (mas sério) distúrbio de coagulação do sangue e as injeções foram pausadas por 10 dias em abril.

Outro golpe: semana passada, os reguladores fizeram com que a Johnson & Johnson jogasse fora dezenas de milhões de doses porque poderiam estar contaminadas. Segundo a mídia foi esse o motivo pelo qual o FDA estendeu o prazo de validade da vacina por mais 6 semanas. Movimento seguido pela ANVISA.

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Por outro lado…

A vacina da Janssen aumenta os anticorpos que se ligam ao vírus e marcam as células do sistema imunológico para atacá-lo, e esses anticorpos funcionam contra a maioria das variantes do coronavírus, relataram os pesquisadores na Nature. A vacina também ativa células imunológicas que disparam alarmes adicionais sobre uma infecção ou matam células infectadas. Os anticorpos que impedem o vírus de infectar as células não funcionaram tão bem, no entanto. Isso significa que a vacina pode não ser tão boa na prevenção de infecções se as pessoas forem expostas a variantes. Mas provavelmente evita que esses indivíduos fiquem gravemente doentes.

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O que chega primeiro: novas variantes ou doses de reforço da vacina?

Qual é a proteção imunológica contra o coronavírus fornecida pelas vacinas? As pessoas logo precisarão de doses de reforço? Ninguém sabe ao certo, mas novas variantes do coronavírus podem tornar os reforços mais prováveis. Por um lado, as fabricantes de vacinas já se preparam para quando isso acontecer, porque vai acontecer. Você já deve saber que a Pfizer inicia um estudo no Brasil sobre a conveniência de se usar uma terceira dose de reforço para neutralizar novas variantes do vírus. E que a combinação das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca parecem oferecer proteção acima do 90% contra a variante Delta. Mas é apenas um respiro. Por outro lado, as baixas taxas de vacinação em todo o mundo facilitam o aparecimento de novas variantes. Enquanto alguns países, como Canadá, Reino Unido, Chile e Israel, administraram pelo menos uma dose para cerca de 60% de suas populações, apenas 1% das pessoas em lugares como Nigéria e Serra Leoa receberam pelo menos uma dose da vacina.

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Reinfecção dos vacinados: um bicho-papão?

Pessoas que tiveram Covid-19 grave e se preocupam em passar por outro surto, podem relaxar: uma nova pesquisa descobriu que menos de 1% das pessoas que tiveram uma infecção grave por coronavírus são reinfectadas. Para o estudo, pesquisadores da Universidade do Missouri analisaram dados de mais de 9.100 pacientes em 62 unidades de saúde nos Estados Unidos. Apenas 0,7% dos pacientes com infecção grave por Covid-19 contraíram o vírus uma segunda vez, com um período médio de reinfecção de 116 dias. Dos que foram reinfectados, 3,2% morreram. Pacientes não brancos tiveram maior risco de reinfecção do que pacientes brancos, de acordo com o estudo publicado recentemente.

Mais uma vacina fora da corrida

Como é natural, a mídia só fala das vacinas que funcionam. Porém, das mais de 100 vacinas atualmente em ensaios clínicos, pouquíssimas irão sobreviver. Semana passada, a empresa alemã CureVac entregou resultados preliminares decepcionantes de um teste clínico de sua vacina Covid-19, diminuindo as esperanças de que ela possa ajudar a preencher a grande necessidade do mundo. O ensaio, que incluiu 40.000 voluntários na América Latina e Europa, estimou que a vacina de mRNA da CureVac teve uma eficácia de apenas 47%, entre as mais baixas relatadas até agora por qualquer fabricante de vacina Covid-19.

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Sinal trocado no aeroporto

Na Inglaterra, enquanto o governo luta para permitir mais viagens ao exterior e ao mesmo tempo tenta evitar a importação de novas variantes, um sistema de semáforos nos aeroportos está sendo considerado para determinar quem, vindo de onde, deve se isolar. A Ryanair, a maior companhia aérea da Europa, e o MAG, o maior grupo de aeroportos do Reino Unido, alegam que o governo não foi claro em relação à categorização dos países como vermelho, âmbar ou verde, minando a confiança do consumidor para reservar as férias de verão.

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Casos de Covid na Inglaterra dobram a cada 11 dias e a variante Delta toma conta

“Globalmente, a Delta é o desenvolvimento mais sério que conhecemos em termos de evolução do vírus”, disse William Hanage, epidemiologista da Universidade de Harvard. Os casos com essa variante Delta aumentam exponencialmente, mas o progresso da vacinação deve ajudar a reduzir o aumento. Contudo, as pessoas precisam de ambas as doses de vacinas de duas doses para obter a melhor proteção, dizem os especialistas. Apesar de que uma dose da injeção da Pfizer ou da AstraZeneca parece manter as pessoas fora do hospital.

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Vacinas e… contas… para o pessoal ao sul do Rio Grande

O Biden se comprometeu no final de abril a compartilhar até 60 milhões de doses da vacina da AstraZeneca com outras nações. Porém, graves falhas na fábrica da Emergent BigSolutions em Baltimore, colocam em dúvida o destino de mais de 100 milhões de doses das vacinas AstraZeneca e Johnson & Johnson produzidas lá. O FDA (Food and Drug Administration) está examinando os registros de praticamente todos os lotes produzidos pelo fabricante, para determinar se as doses são seguras, e até agora determinou que cerca de 25 milhões de doses da Johnson & Johnson feitas na fábrica podem ser liberadas, mas não tomou nenhuma decisão sobre as doses da AstraZeneca.

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O Brasil não consegue vacinas? Veja aqui uma das razões.

Em março, o Ministério da Saúde fechou acordo com a Moderna para compra de 13 milhões de doses da sua vacina contra a Covid-19. Nessa semana, a empresa anunciou que o governo americano comprou 200 milhões de doses adicionais da vacina, principalmente para vacinar crianças ou como reforço para pessoas já vacinadas.

Confirmando a Covid Longa

Quase um quarto dos pacientes com Covid-19 desenvolve sintomas de longa duração ou Covid Longa, mostra um novo relatório da FAIR Health, uma grande ONG americana que atua no campo da saúde. O estudo descobriu que pacientes mais velhos tinham uma chance maior de desenvolver colesterol alto, enquanto os pacientes mais jovens eram mais propensos a desenvolver problemas gastrointestinais.

Uma análise dos registros de seguro saúde de quase dois milhões de pacientes com coronavírus encontrou novos problemas em quase um quarto – incluindo aqueles cuja infecção por Covid era leve (27%) ou assintomática (19%). Os afetados eram de todas as idades, incluindo crianças. Seus novos problemas de saúde mais comuns eram dores, inclusive nos nervos e músculos, dificuldades respiratórias, colesterol alto, mal-estar, fadiga e hipertensão. Outros problemas incluíram sintomas intestinais, enxaquecas, problemas de pele, anormalidades cardíacas, distúrbios do sono e condições de saúde mental como ansiedade e depressão.

A Covid pelo mundo afora

País Notícia
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Mundo Em todo o mundo, já houve 176 milhões de casos de Covid-19 e mais de 3,8 milhões de mortes. Vários países ricos, menos o Japão, já vacinaram (ou estão se aproximando de vacinar) mais da metade da população. Quase 53% das pessoas nos EUA receberam pelo menos uma injeção de vacina e cerca de 44% estão totalmente vacinadas.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas China Depois de um início lento, a campanha de vacinação da Covid-19 da China está a todo vapor enquanto as autoridades perseguem a ambiciosa meta de vacinar totalmente 40% dos quase 1,4 bilhão de pessoas do país até o final deste mês. A China administrou mais de 945 milhões de doses de vacinas, mais de um terço do total global, de acordo com o rastreador de vacinas do The New York Times. Com cerca de 17 milhões de injeções injetadas todos os dias neste mês, a China está a caminho de ultrapassar um bilhão de injeções nos próximos dias.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas União Europeia A campanha de vacinação da União Europeia ganhou velocidade no último mês, com cerca de 55% da população adulta tendo recebido pelo menos uma dose. O bloco parece estar a caminho de cumprir sua meta de ter 70% dos adultos totalmente vacinados até o final de julho. O baixo número de infecções em muitos países da região nas últimas semanas foi considerado um sinal otimista. Oficialmente, a UE irá se abrir para turistas vindos dos Estados Unidos e outros 14 países (menos o Brasil, claro), incluindo Albânia, Austrália, Israel, Japão, Líbano, Nova Zelândia, República da Macedônia do Norte, Ruanda, Sérvia, Cingapura, Coréia do Sul, Tailândia e China. Tudo parece indicar que se está no caminho da normalidade. Mas não em todos os lugares. Na Grã-Bretanha, as autoridades estão de olho na variante Delta, o que gerou um aumento nos casos, e na segunda-feira atrasou por um mês a tão esperada reabertura que havia sido anunciada como o “dia da liberdade”. E em Moscou, uma onda de casos levou a um lockdown, deixando as autoridades russas implorando aos residentes para serem vacinados.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Portugal As autoridades portuguesas ordenaram um bloqueio de fim de semana da região da capital, Lisboa, a partir de sexta-feira, em uma tentativa de conter o recente surto de novas infecções, oferecendo um poderoso lembrete de que, mesmo enquanto a Europa busca uma reabertura mais completa, o vírus ainda apresenta desafios. A decisão veio depois de Portugal ter registrado esta semana o maior número de novos casos desde março. Metade dos novos casos envolveram a variante Delta, a indiana, ora aumentando em outros países, incluindo a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Índia É um pingue-pongue na Ásia, por cortesia da Índia. O Sri Lanka está pedindo para o Japão. O Nepal perguntou à Dinamarca. Bangladesh apelou aos Estados Unidos. Os países do sul da Ásia estão olhando para o resto do mundo para impulsionar as campanhas de inoculação que estão paralisadas desde que a Índia suspendeu as exportações de vacinas para lidar com sua segunda onda catastrófica de coronavírus nesta primavera. A abordagem ad hoc mostra como a decisão da Índia, o maior fabricante mundial de vacinas, deixou os países mais pobres com poucas opções de vacinas, já que os países mais ricos acumularam grande parte do fornecimento global.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Japão O governo do Japão disse na quinta-feira que relaxaria as medidas de emergência em Tóquio e outras áreas à medida que o mais recente surto de coronavírus no país diminuísse, e com os Jogos Olímpicos programados para começar em pouco mais de cinco semanas. Ainda assim, a campanha de vacinação do Japão continua sendo uma das mais lentas entre as nações mais ricas: cerca de 26 milhões de doses de vacina foram administradas, com 15% da população tendo recebido pelo menos uma dose. Segundo fontes governamentais, o Japão planeja avançar com uma proposta que permitirá até 10.000 espectadores ou 50% da capacidade do local, o que for menor, em eventos em julho e agosto, caso o atual estado de emergência e outras medidas da Covid-19 sejam suspensas.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Indonésia Mais de 350 médicos indonésios contraíram Covid-19 apesar de terem sido vacinados e dezenas foram hospitalizados, disseram as autoridades, à medida que aumentam as preocupações sobre a eficácia de algumas vacinas contra cepas de vírus mais virulentas. Quase todos receberam a vacina desenvolvida pela Sinovac da China, de acordo com a Associação Médica Indonésia (IDI).
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Palestina A Autoridade Palestina cancelou um acordo com Israel que previa a transferência de pelo menos 1 milhão de doses da vacina Pfizer para a Cisjordânia e Gaza. A reviravolta abrupta veio depois que as autoridades de saúde em Ramallah inspecionaram a primeira entrega de quase 90.000 doses na tarde de sexta-feira. ''Constatou-se que as doses não estavam de acordo com as especificações técnicas previamente acordadas e que seu prazo de validade estava próximo", disse o Ministro da Saúde palestino.
Uganda Uganda O governo anunciou novas restrições durante 6 semanas para controlar uma nova onda de casos poucas semanas depois de fechar escolas e suspender reuniões públicas e orações. Elas incluem a proibição de viagens, exceto para transporte de cargas e trabalhadores essenciais.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Fiji O arquipélago do Pacífico com cerca de 900.000 habitantes, está lutando contra um grande surto. As principais autoridades de saúde pediram à Austrália para enviar uma equipe de apoio médico para sua capital, Suva. O governo tem resistido até agora aos apelos para impor um bloqueio nacional, em vez de usar restrições locais, para ajudar a conter o vírus.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Rússia A variante Delta, encontrada pela primeira vez na Índia, é agora a versão mais prevalente em Moscou. O rápido aumento do número de casos colocou a Rússia em risco de seguir o caminho de outros países como a Índia, que parecia ter reprimido infecções apenas para ver um ressurgimento.
Covid Longa: os efeitos mais comuns
Covid Longa: os efeitos mais comuns

Na semana passada eu estabeleci um paralelo entre a dor crônica e a Covid Longa. Foi argumentado que ao menos em 13 aspectos, as duas doenças – ou síndromes, se preferir – em muito se parecem. A sintomatologia do paciente “sequelado”, por exemplo, é semelhante à do portador de doenças crônicas como fibromialgia, fadiga crônica e lúpus, entre outras. Nesse post apresento o que uma grande pesquisa diz sobre os sintomas mais prevalentes.

“Não há remédio que você possa tomar para substituir o que você pode fazer pela sua própria saúde.”

Aarti Patel

Há meses, pesquisadores apontaram que muitos pacientes em recuperação da Covid-19 apresentavam sintomas meses depois de terem tido alta após vários dias hospitalizados, e que precisavam de tratamentos adicionais de longo prazo. Atualmente se sabe que, em maior ou menor medida, a mesma indicação vale para três quartos de todos os que contraíram a doença, inclusive os assintomáticos.

Agora, uma nova pesquisa lança luz sobre a extensão desses sintomas persistentes – e as doenças crônicas com que se assemelham.

Em uma revisão sistemática de préimpressão e meta-análise publicada em 30 de janeiro de 2021, os pesquisadores analisaram dados de 47.910 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 em 15 estudos separados que analisaram sintomas, sinais ou parâmetros laboratoriais duas semanas ou mais após a infecção. (Uma pré-impressão significa que o estudo ainda não foi submetido à revisão por pares.)

“More than 50 Long-term effects of COVID-19: a systematic review and meta-analysis”. Sandra Lopez-Leon e outros. Fonte: medrxiv.org

Como a ilustração mostra, foram identificados 55 possíveis efeitos de longo prazo da Covid-19. Em cada 10 dos pacientes infectados, 8 desenvolveram um ou mais sintomas de longo prazo.

Os cinco sintomas mais comuns foram:

Fadiga
58%
Dor de cabeça
44%
Transtorno de atenção
27%
Queda de cabelo
25%
Dificuldade em respirar
24%

Durante o acompanhamento, 34% dos pacientes tiveram uma radiografia de tórax ou tomografia computadorizada anormal. Os pesquisadores também identificaram vários marcadores elevados no sangue, como a proteína C reativa (um marcador de inflamação).

Cada estudo teve pelo menos 100 pacientes, com idades variando de 17 a 87 anos, e com um período de acompanhamento de 14 a 110 dias.

“Não analisamos as diferenças de gênero em nossa meta-análise porque nem todos os estudos incluídos fizeram essa diferenciação, mas alguns estudos relataram que fadiga, polipneia pós-atividade (respiração rápida) e alopecia (queda de cabelo) foram mais comum em mulheres do que em homens ”, diz a pesquisadora Sonia Villapol, PhD , professora assistente de neurocirurgia no Houston Methodist Research Institute.

A revisão também apontou que os adultos têm o dobro do risco de serem diagnosticados com transtorno psiquiátrico após um diagnóstico de Covid-19. Os mais comuns foram transtornos de ansiedade, insônia e demência. Os distúrbios do sono podem contribuir para distúrbios psiquiátricos, observam os pesquisadores.

Ao considerar se algo em particular sobre as descobertas a surpreendeu, a Dra. Villapol disse: “Sem dúvida, o grande número de efeitos neurológicos persistentes pós-Covid.”

Ela acrescenta que as doenças neurológicas são a principal preocupação dos pesquisadores no momento, especialmente doenças psiquiátricas como ansiedade ou depressão e, também, problemas inflamatórios no cérebro que podem desencadear doenças neurodegenerativas no futuro.

Outro estudo de janeiro de 2021 publicado na The Lancet descobriu que 76% dos pacientes hospitalizados com Covid-19 em Wuhan, China, relataram pelo menos um sintoma persistente seis meses após o início dos sintomas (com a proporção sendo maior em mulheres), geralmente fadiga ou fraqueza muscular e dificuldades para dormir.

Além do mais, 23% dos pacientes relataram ansiedade ou depressão nos acompanhamentos.

Covid-19 pelo mundo afora: 30-05-21
Covid-19 pelo mundo afora: 30-05-21

A partir da próxima semana a emissão do boletim passa a ser, digamos, circunstancial. Após 63 publicações semanais, eu penso que ele já deixou de cumprir uma função de utilidade pública, a intenção inicial. Hoje a mídia cobre tudo sobre a pandemia e a maioria dos por aqui alfabetizados sabem, ou acham que sabem, o que ocorre. Mais um meio informativo fica redundante. Fora isso, o panorama mundial – exceto pelo fato de o número de novos casos e de mortos pela Covid-19 continuar subindo – parece até monótono. A balbúrdia está onde nós estamos, porém, a “fadiga Covid-19” – essa sensação de ver a vaca indo para o brejo e você indo junto, e tudo bem… – já anestesiou boa parte dos ainda vivos. Tal como acontece com o cientista consultado pelo governante, ou convidado a opinar pela TV, o que escrevo não faz um pingo de diferença no rumo das coisas. O Brasil é como um corpo inanimado que, mesmo vagamente ciente, insiste em continuar… isso mesmo… inanimado. Um mero espectador da própria tragédia.

Preparar o boletim semanalmente me obriga a, graças à pandemia, perceber o quanto o Brasil se descolou do mundo civilizado que até pouco tempo tratava de “tu”. O quanto esse distanciamento se deu, não apenas em termos econômicos, mas principalmente morais. E acima de tudo, até que ponto a insanidade humana é capaz de propiciar a desgraça de milhares e, mesmo sabendo das causas, insiste teimosamente nelas. Para lá de deprimente. Preciso tirar férias disso.

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Cloroquina: discórdia em todo lugar

O microbiologista Didier Raoult e o biólogo estrutural Eric Chabriere, os autores do famoso artigo pró-cloroquina publicado nos primórdios da pandemia e depois vilipendiado, estão processando na França quem denunciou o seu erro:  Elisabeth Bik, uma especialista em integridade de pesquisa. Raoult e Bik são bem conceituados, embora o primeiro nem tanto depois de que as alegações de que a hidroxicloroquina poderia ser usada para tratar Covid-19 se mostraram erradas. Bik, uma ex-microbiologista, que revisa imagens em documentos de pesquisa, já obteve mais de 170 retratações. Mais de 1.000 cientistas se uniram para apoiar Bik em uma carta aberta que diz que o caso pode ter um “efeito arrepiante” nas críticas acadêmicas.

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Passport Covid

Grécia e Espanha estão entre os países que concordam com o julgamento antecipado do certificado de viagem Covid-19 da União Europeia. A Grécia disse que está pronta para usar um certificado de viagem Covid-19 antes de seu lançamento em toda a UE em 1º de julho para atrair viajantes estrangeiros e salvar seu setor de turismo de um segundo verão perdido para o coronavírus. O certificado gratuito terá a forma de um código QR em um smartphone ou papel, permitindo que as autoridades determinem o status de um visitante com base em registros em seu país de origem na UE.

Covid-19 pelo mundo afora

País Notícia
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas EUA Uma nova pesquisa sugere que os Estados Unidos podem estar a caminho de vacinar pelo menos 70% da população adulta contra a Covid-19 neste verão. Na última pesquisa da Kaiser Family Foundation, 62% dos entrevistados disseram ter recebido pelo menos uma dose de uma vacina, contra 56% em abril.

A vice-governadora de Idaho (EUA), Janice McGeachin, assinou uma ordem executiva proibindo o estado, municípios e escolas públicas de exigirem máscaras. Ela disse que o uso de máscaras causou "danos físicos, mentais, sociais e econômicos significativos", que não serviram a um propósito de saúde ou segurança e que "restringiram desnecessariamente os direitos e liberdades de indivíduos e empresas". O comunicado não ameaçou os infratores com a possibilidade de virarem jacaré. (O governador já revogou a proibição.)

Um excesso de máscaras chinesas está tirando as empresas dos EUA do mercado. Lembra quando as máscaras N95s estavam em falta? As empresas americanas entraram em cena para fabricá-las. Agora, elas não podem competir.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas África do Sul A África do Sul está em uma corrida contra o tempo para vacinar o máximo de pessoas possível em meio a sinais de que o vírus pode estar aumentando novamente com a aproximação do inverno no hemisfério sul, quando as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, normalmente permitindo uma maior disseminação da doença. O país está registrando 40% das mortes de Covid-19 no continente. Depois de um patamar da doença que durou alguns meses, novos casos, hospitalizações e mortes na África do Sul estão aumentando.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas República Tcheca Refeições em locais fechados serão permitidas na República Tcheca, enquanto as fronteiras serão reabertas para sete países: Eslováquia, Hungria, Polônia, Eslovênia, Croácia, Áustria e Alemanha – por meio de acordos recíprocos.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Taiwan A ilha se aproxima do nível 4 de bloqueio após o terceiro dia consecutivo de mortes recordes. Semanas depois do pior surto de Taiwan desde o início da pandemia, e 10 dias depois que a ilha foi colocada no terceiro nível mais alto de restrições sociais, o total diário de novos casos ainda não está diminuindo. O fato de não estarem diminuindo visivelmente sugere que ainda havia uma propagação não identificada.
Argentina Argentina Recorde de novos casos de Covid-19 e preocupação com limites de leitos. Foram mais de 41 mil casos positivos em 24 horas, segundo dados oficiais. O maior número desde o início da pandemia no país, em março de 2020.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Chile A vacinação aumentou esta semana até 50% em algumas regiões devido ao relaxamento das restrições à mobilidade. Em compensação, houve um “recrescimento” e um “aumento da ocupação de UTIs” que passou para 93,2% nas regiões e um patamar de 95,8% na Região Metropolitana de Santiago. Foi interrompida uma tendência de casos observada nos eventos de abril e maio.
Uruguai Uruguai O Ministério da Saúde Pública (MSP) publicou os primeiros resultados sobre a eficácia das vacinas contra Covid-19 no país. A vacina Sinovac/Coronavac evita 95% das internações no CTI e a da Pfizer, 99% dos casos. Quanto a capacidade de prevenir doenças, o relatório do MSP diz que a vacina chinesa tem uma taxa de eficácia de 57%, enquanto a da Pfizer é de 75%. A variante P1 é praticamente responsável por 100% dos casos que são detectados hoje no país.

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A teoria do vírus ser “de laboratório”

Fontes de inteligência dos EUA acreditam que há algumas evidências que justificam uma investigação mais aprofundada da teoria do “vazamento de laboratório”. Três membros da equipe do Wuhan Institute for Virology procuraram tratamento hospitalar para sintomas semelhantes aos da gripe em novembro de 2019. O Biden já decidiu investigar (algo que certamente vai dar em… nada). Baseado nisso, o Facebook não mais proíbe comentários sobre o assunto.

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Vontade de chorar

Notícia Um. Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, o governo Bolsonaro recusou ao menos três ofertas da Coronavac durante o ano de 2020.

Notícia Dois. No mesmo dia, o governo da Califórnia (EUA) prometia pagar US$ 116,5 milhões aos residentes que recebessem uma vacina contra o coronavírus. Sob o programa Vax for the Win, 10 californianos vacinados com pelo menos uma dose de uma vacina receberão US$ 1,5 milhão cada. Além disso, 30 pessoas receberão US$ 50.000 cada, e dois milhões de pessoas receberão cartões-presente de US$ 50.

Lá, como aqui

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(Foto: arquivo familiar)

A universitária Lara Arreguiz, de 22 anos, deitada no chão à espera de atendimento. Faleceu pouco depois quando já estava internada, mas com seu quadro agravado e difícil de ser combatido, como relatou sua mãe. A Argentina está em lockdown, com proibição de circular a partir das 18 horas. Mas com o agravamento da crise econômica, o aumento da pobreza (42%) e dos trabalhadores informais, é praticamente impossível para muitos obedecerem.

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Eta, povo teimoso!

O governo japonês estendeu na sexta-feira o estado de emergência em Tóquio e outras oito prefeituras até pelo menos 20 de junho, apenas um mês antes da data marcada para a cidade receber os Jogos Olímpicos. O Japão ainda está registrando mais de 4.000 casos por dia durante uma prolongada quarta onda que sobrecarregou os sistemas médicos em muitas cidades. (Pouco menos que o dobro do Brasil.) O lançamento da vacina no Japão está entre os mais lentos do mundo industrializado, com apenas 2,4% da população totalmente vacinada.

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O torniquete da Pfizer

O governo indiano está em negociações com a Pfizer para obter 50 milhões de doses da vacina Covid-19 da empresa, mas ainda reluta em assumir a indenização dos custos relacionados a efeitos colaterais graves. A Índia isenta de responsabilidade legal a nenhum fabricante de vacinas, mas com a corda no pescoço, provavelmente atenderá ao pedido. Na Argentina, o presidente Alberto Fernández deu uma entrevista pelo YouTube, se referindo às frustradas negociações com a Pfizer. Pelo mesmo motivo.

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Asqueroso

Numa manobra canalha e irresponsável, uma das “vossasenhorias” na CPI da Covid tentou desprestigiar a vacina Coronavac insinuando que a morte do sambista Nelson Sargento, ocorrida após ele ter se vacinado com a segunda dose, dever-se-ia à pouca eficácia do imunizante.

No mesmo dia, o CDC americano soltava um comunicado anunciando que não mais iria investigar infecções leves de Covid-19 em americanos vacinados. Ou seja, mortes como a do sambista Sargento fazem parte da equação. Nenhuma vacina é perfeita. Nos EUA, pelo menos 10.000 pessoas vacinadas foram depois infectadas com o coronavírus até o final de abril. Acontece. Está previsto. A razão da medida é custo x benefício. Segundo o CDC, não justifica dispender recursos de rastreamento com os casos mais leves da doença, os mais numerosos. Das 10.000 vacinadas e depois infectadas (apenas) 160 morreram. A idade média era de 82 anos. Nelson Sargento tinha 93 anos.

Covid-19 pelo mundo afora: 23-05-21
Covid-19 pelo mundo afora: 23-05-21

A boa notícia, na frente externa, é a de que a brecha entre países ricos e pobres com relação ao acesso às vacinas ficou estrondosamente obscena. Tanto assim, que os EUA, o Reino Unido, a União Europeia e até a Austrália já prometem compartilhar parte dos volumes de vacinas já contratados com vários fabricantes em benefício de outras nações. Estes, por sua vez, também anunciam o mesmo – a Pfizer disse entregar 1 bilhão ao Covax Facility até final do ano e a Janssen/Johnson & Johnson, 200 milhões (de doses da sua vacina que, aliás, atualmente países ricos incluindo os EUA relutam usar). A má notícia é que tanta generosidade tardará em se efetivar. O Brasil, supondo que agarre um quinhão de tudo isso, continuará à míngua mais 4 meses. Ou dito de outra forma, mais quase um quarto de milhão de mortos, conforme projeções sérias.

Na frente interna, mais do “abre/fecha” em comércios e serviços. Inevitável como o Inverno. Acompanhe: mais flexibilização das medidas anti-Covid = mais “abre/fecha” = mais contaminação (especialmente das faixas etárias abaixo dos 60 anos) = mais pressão sobre o Sistema de Saúde = mais medo (de que a coisa degringole) em governadores e prefeitos = mais bloqueios meia-boca = mais controle ilusório da pandemia = mais flexibilização… e aí vamos de novo.

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A Variante Indiana

Embora a B.1.617, a variante do coronavírus identificada pela primeira vez na Índia, pareça ser melhor do que algumas outras variantes na evasão das proteções de anticorpos, pesquisas preliminares sugerem que a maioria das vacinas disponíveis atualmente são altamente eficazes na proteção de pessoas infectadas contra infecção grave ou morte.

Contudo, o número de casos confirmados no Reino Unido em essa variante aumentou mais de 160% na semana passada, e ainda outra nova variante foi posta “sob investigação”. A Public Health England (PHE) estimava mais de 11.000 casos até 15 de maio.

A Tailândia detectou seus primeiros 15 casos de transmissão doméstica da variante B.1.617, informou a Reuters. Atualmente, mais 49 países já podem dizer algo parecido.

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A eficácia das vacinas diante a variante indiana

As informações são controversas. Por um lado, em Delhi, 33 pessoas que foram totalmente vacinadas com a vacina Oxford-AstraZeneca depois testaram positivo para a cepa B.1.617.2, embora nenhuma tenha ficado gravemente doente. Ou seja, no caso a vacina Oxford-AstraZeneca não protegeu contra essa variante. Por outro lado, um estudo do governo do Reino Unido agora sugere que duas doses das vacinas de Oxford-Astrazeneca ou da Pfizer contra a Covid-19 têm forte proteção contra essa variante.

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Índia versus Brasil: testagem diante uma pandemia sem controle

O governo indiano disse que realizou 2,5 milhões de testes de coronavírus em um período de 24 horas, o máximo em um único dia desde o início da pandemia e parte de um esforço para tentar ajudar a conter a propagação da devastadora segunda onda do país. Na semana passada, a média diária de exames estava entre 1,6 milhão e 2 milhões de exames. O governo espera aumentar o número de exames diários para 4,5 milhões por dia até o final de junho. Alguém sabe quantos milhões de testes foram aplicados no Brasil na semana passada?

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O Tio SAM começa a se tocar

Biden disse na segunda-feira que 20 milhões de doses das vacinas Pfizer-BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson – todas aprovadas para uso nos EUA – seriam enviadas para o exterior. Isso em adição aos 60 milhões de doses da vacina da AstraZeneca que ele prometeu no mês passado, embora essas doses não sejam aprovadas para uso doméstico e não possam ser liberadas até que os reguladores as considerem seguras.

Covid-19 pelo mundo afora

País Notícia
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas União Europeia As regras de bloqueio destinadas a prevenir a propagação do coronavírus foram atenuadas na Inglaterra, França, Alemanha, Grécia, Itália, Holanda e Polônia, entre outros lugares – com muitas das restrições caindo nesta semana. Com o aumento das vacinações, a normalidade está mais uma vez à mão. Depois de um início difícil, 33% das pessoas na União Europeia receberam pelo menos uma dose de vacina, de acordo com o Our World in Data, um site de rastreamento da Universidade de Oxford.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Reino Unido O National Health Service britânico acaba de anunciar que ultrapassou a marca de 50 milhões de vacinas aplicadas. Mas, infecções por Covid na Inglaterra aumentam pela primeira vez em cinco semanas. A Office for National Statistics (ONS) disse que cerca de 1 em 1.110 pessoas teve o vírus na semana que terminou em 15 de maio, em comparação com 1 em 1.340 na semana anterior, acrescentando que a proporção de pessoas com teste positivo para coronavírus no país mostra “sinais precoces de um potencial aumento".
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Alemanha A Alemanha vai proibir os britânicos de entrar no país a partir de domingo, 23/05, depois que o Reino Unido foi classificado como uma área de preocupação por causa de uma variante do vírus.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Itália Sentindo a pressão da Grécia e da Espanha, que priorizaram campanhas de vacinação em suas ilhas para atrair turistas, o governo da Itália desistiu de vacinar prioritariamente categorias de italianos mais vulneráveis na ilha de Capri e outras ilhas turísticas. Agora os residentes e os que ali trabalham são os primeiros na fila para vacinas.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas África Se o vírus começar a se espalhar mais rapidamente no continente, como aconteceu em outras regiões, novas descobertas sugerem que o número de mortos pode piorar. Na África, quem fica gravemente doente por causa da Covid-19 tem maior probabilidade de morrer do que pacientes em outras partes do mundo, de acordo com um relatório publicado na quinta-feira na revista médica The Lancet. O relatório, baseado em dados de 64 hospitais em 10 países, é a primeira visão ampla sobre o que acontece com pacientes criticamente doentes da Covid na África. Pouco mais de 24 milhões de vacinas foram administradas na África, de acordo com o Africa CDC, com apenas 1,42% da população totalmente vacinada.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas África do Sul Enfrentando um coronavírus ressurgente e atormentada por atrasos no fornecimento da vacina, a África do Sul iniciou a segunda fase de sua campanha pública de vacinação na segunda-feira, abrindo para pessoas com 60 anos ou mais. O país tem uma taxa de positividade de 14,5%.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Japão - Vacinas As vacinações no país foram impedidas por regras estritas que permitem que apenas médicos e enfermeiras administrem vacinas e pela exigência de que as vacinas sejam testadas em pessoas no Japão antes de serem aprovadas para uso. Consequentemente, apenas a Pfizer tinha sido autorizada para uso no Japão, e depois de 2 meses apenas 4,1% da população recebeu a primeira dose. Apenas na sexta-feira, 21/05, foram aprovadas as vacinas da Moderna e AstraZeneca para uso em adultos, dando ao país novas opções muito necessárias enquanto tenta acelerar uma campanha de inoculação que tem sido uma das mais lentas no mundo desenvolvido.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Japão - Olimpíadas A Associação de Praticantes Médicos de Tóquio, que representa cerca de 6.000 médicos de cuidados primários, disse que os hospitais na cidade-sede dos Jogos "estão ocupados e quase sem capacidade ociosa" em meio a um surto de infecções. "Solicitamos veementemente que as autoridades convençam o COI (Comitê Olímpico Internacional) de que realizar as Olimpíadas é difícil e obtenham sua decisão de cancelar os Jogos", disse a associação em uma carta aberta em 14 de maio ao primeiro-ministro Yoshihide Suga. A resposta negacionista veio de imediato. As Olimpíadas de 2020 reprogramadas continuarão mesmo se um estado de emergência for declarado na cidade neste verão, disse um alto funcionário das Olimpíadas na sexta-feira.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Estados Unidos Nos EUA, cerca de 126,6 milhões de pessoas estão totalmente vacinadas (quase um terço da população) e mais de 60% dos adultos receberam pelo menos uma dose.
Argentina Argentina A Argentina entrou em lockdown de 9 dias, prorrogável se as coisas não melhorarem. O país viu um aumento alarmante de casos em abril (+30%). Na última semana, a média diária de novos casos do país disparou e se tornou a quarta maior do mundo, e as mortes subiram para o quinto maior. Na quinta-feira, a Argentina registrou 39.652 novos casos e 494 novos óbitos. Proporcionalmente, vira e mexe, essas estatísticas emparelham com as brasileiras. Até agora, 18% da população recebeu pelo menos uma dose de uma vacina e 4,7% estão totalmente vacinados, de acordo com o projeto Our World in Data da Universidade de Oxford.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Chile O país já vacinou totalmente 40% de sua população, porém as autoridades já alertam para uma nova onda viral em cerne, resultante da flexibilização progressiva recente das restrições à movimentação das pessoas. A transmissibilidade do vírus (R0) está em 1.05, contra 1.01 há um mês. No Brasil, dizem, essa taxa está atualmente em 0.91. Porém, o Chile testa muito, muito mais do que o Brasil, portanto... em qual das taxas você acredita?
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Espanha “A Espanha ficará muito feliz em receber turistas britânicos”, disse Pedro Sánchez, o Primeiro Ministro, durante uma conferência de turismo em Madri. “Eles são bem-vindos em nosso país sem restrições.” O regresso dos turistas britânicos é essencial para ajudar a recuperação do sector turístico espanhol. Um teste Covid NÃO será exigido para ingressar no país!
Noruega Noruega A partir do dia 27 de maio, grupos maiores de pessoas terão permissão para se encontrar e bebidas alcoólicas serão servidas até meia-noite. Em alguns lugares, porém, as restrições locais permanecerão mais rígidas do que as regras nacionais para prevenir surtos regionais do vírus.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Índia A Índia desesperada é vítima de golpistas da Covid. À medida que o sistema de saúde falha, surgem mercados clandestinos de remédios, oxigênio, leitos hospitalares e serviços funerários. Bens falsificados podem estar colocando vidas em risco.

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Nem todos os vacinados estão a fim de tirar a máscara

Segundo matéria do The New York Times, um bom número de vacinados planeja manter seus rostos cobertos em público indefinidamente. Uma combinação de ansiedade e informações obscuras sobre novas variantes de vírus resistentes às vacinas significa que a vida sem máscara ficará sub judice, possivelmente para sempre.

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Uns entram por Miami, outros por Arizona

Na fronteira EUA-México nos últimos meses, agentes pararam pessoas de mais de 160 países, e a geografia coincide com o caminho da pior devastação do vírus. Quase 4.000 brasileiros e mais de 3.500 venezuelanos foram interceptados em março, contra apenas 300 e 284, respectivamente, em janeiro. Os números devem ser maiores nos próximos meses.