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Carta aberta ao Prefeito da cidade de Serra da Saudade

Carta aberta ao Prefeito da cidade de Serra da Saudade

Semanas atrás em carta aberta eu ofereci ao Sr. Bruno Covas, prefeito da cidade de São Paulo, o aplicativo gratuito Alívio Coronavírus para conscientizar a população sobre a necessidade de se proteger desse vírus. Isso não está acontecendo e o resultado é uma conta fúnebre diária de mortos que não cai de jeito nenhum. Obviamente, não houve resposta e eu, apenas um contribuinte, deveria engolir a minha insignificância. Mas não vou. Ao contrário, insistirei agora apelando para o prefeito do menor município do país. Quem sabe, lá no interior das Minas Gerais…

“A ciência pode ter encontrado uma cura para a maioria dos males; mas não encontrou remédio para o pior de todos – a apatia dos seres humanos.”

– Helen Keller

Eu exerci o meu dever de cidadão e ofereci ao Sr. Bruno Covas, prefeito da cidade de São Paulo, o aplicativo Alívio Coronavírus, criado por mim em parceria com a Faculdade de Medicina de Jundiaí – que por sinal, também fica no estado de São Paulo.

Foi uma carta aberta, muito comedida, em que eu apontava o aplicativo levar 700 informações sobre o vírus e a doença que causa, a Covid-19, à mão – esquerda ou direita, tanto faz – de todos os contribuintes do Município de São Paulo – 12 milhões, aproximadamente – que usam o sistema Android nos seus celulares. Apontei, também que o acesso ao aplicativo seria grátis, de graça, gratuito, enfim. Bastaria clicar dorcronica.blog.br e voi lá!, a pessoa ficaria sabendo que:

  • Os testes sorológicos, esses que muitos municípios estão fazendo apenas para dizer que fazem, são fajutos – taxa de efetividade variável e consistentemente inferior a 70%.
  • A imunidade pós-vacina – de qualquer vacina – está longe de ser garantida.
  • Sim, esse vírus voa. Não o tempo todo, nem muito longe. Mas o suficiente para deixar você muito apreensivo em qualquer local fechado.
  • As mulheres grávidas são grupo de risco para a Covid-19, mas os negros não o são – apesar deles apresentarem taxas de fatalidade muito maiores.
  • A proteção que uma máscara fornece depende menos do material de que é feita e mais da maneira em que ela for usada.
  • As crianças até 10 anos se infectam e transmitem muito menos o novo coronavírus que os adultos, porém na faixa etária acima disso – 11 a 19 anos – a coisa muda (e muito) de figura.

Minúcias, detalhes, trivialidades… como você vê. É o que o Exmo. Prefeito deve ter achado porque ainda não respondeu a minha carta. Nem sequer para dizer que não precisa de aplicativo algum para combater a pandemia, uma vez que na Cidade de São Paulo, como todos sabem, a estratégia de distanciamento social – a única possível para deter o vírus antes de uma vacina pintar – teve, tem e terá extraordinário sucesso. Especialmente no presente, quando está todo mundo de acordo sobre quando e como deve ser a volta às aulas dos 3 milhões de estudantes e 160 mil docentes, os quais, obviamente, sabem tudo sobre o novo coronavírus e a Covid-19. Ah, e também dependem quase nada do celular para se manter informados.

Enfim, vai lá que o Exmo. Prefeito tenha suas prioridades – afinal, uma gripezinha mais, uma menos… O que já é meio irritante que nem ele, nem ninguém tenha tido a finesse de sequer responder a minha respeitosa missiva. Cidade grande, dá nisso.

Ocorreu-me, então, voltar o foco para o extremo geopoliticamente oposto: Serra da Saudade, a 230 km de BH, até ontem, a menor cidade do Brasil. Com orçamento de R$ 8 milhões e nenhuma dívida, e onde o último crime aconteceu há 60 anos, atualmente conta com 4 habitantes contaminados com a Covid-19.

Acha pouco? Nada disso. Com os quatro casos confirmados, Serra da Saudade hoje tem a mesma incidência da doença que a capital Belo Horizonte. Isso porque, em ambas as cidades, os casos representam 0,5% do total da população.

Eu estou remetendo cópia da carta enviada ao prefeito da Cidade de São Paulo, ao Exmo. Sr. Prefeito de Serra da Saudade, Alaor José Machado. É que o vírus não distingue um do outro. Então os argumentos a favor de educar a população da cidade a respeito do que esse vírus é, como se manifesta, funciona e mata, e também sobre as melhores formas de se proteger dele, permanecem. Espero que por lá, a maioria (50% + 1) dos munícipes tenha celular com o sistema Android, por sinal o mais popular no Brasil. Ah, e já ia me esquecendo: é grátis, de graça, gratuito, viu! Você põe o dedinho na tecla do celular, aperta ela verticalmente para baixo e aparece tudo o que é preciso saber desse vírus para proteger a si mesmo e à família.

Vamos lá, Alaor! Mostra para que serve um prefeito.

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