Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

As variantes Covid-19 no controle. Hora de você conhecê-las melhor.

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

Uma variante tem uma ou mais mutações que a diferenciam de outras variantes em circulação. Como esperado, múltiplas variantes do SARS-CoV-2 foram documentadas globalmente durante esta pandemia. Porém, a pandemia é dinâmica, o vírus se adapta para sobreviver. O resultado será, fatalmente, novas variantes com as quais haverá de se conviver por anos. Por isso, convém ir se informando sobre essas personagens que seguramente virão para se prevenir ou se defender em tempo.

“Sinto-me atraído pelo desconhecido, mas tomo precauções.”

Jimmy Page

As variantes B.1.1.7 (Reino Unido), B.1.351 (África do Sul), P.1, B.1.427 e B.1.429 (Califórnia), e P.1 (Manaus) são as mais conhecidas e foram classificadas pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças americano como variantes preocupantes.

Uma variante preocupante é uma para a qual há evidências de:

  • aumento da transmissibilidade,
  • doença mais grave (aumento de hospitalizações ou óbitos),
  • redução significativa da neutralização por anticorpos gerados durante infecção ou vacinação anterior,
  • eficácia reduzida de tratamentos ou vacinas ou
  • falhas na detecção de diagnóstico.


Dadas essas preocupações:

  • As vacinas Covid-19 existentes serão capazes de prevalecer sobre as variantes até hoje conhecidas?
  • Como os produtores de vacinas podem responder às novas variantes?

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

Embora os dados sugiram que a maioria das vacinas Covid-19 pode resistir razoavelmente bem contra B.1.1.7, a variante B.1.351, por exemplo, está causando preocupação significativa.

Quando se trata dessa variante, a eficácia da vacina é menor, em alguns casos de forma bastante dramática.

O que os fabricantes de vacinas têm conseguido em relação às variantes?

– Oxford-Astra Zeneca

Uma análise de subgrupo de dados do ensaio da vacina Oxford-AstraZeneca mostrou que a vacina só teve uma eficácia de 10,4% contra Covid-19 em pessoas que tiveram uma infecção com B.1.351. No entanto, vale ressaltar que este estudo foi pequeno e ainda não passou pela avaliação por pares.

Ao dividir os dados por região, a empresa relatou eficácia contra doença moderada a grave, de 72% nos EUA, 66% na América Latina e 57% na África do Sul, indicando a queda na eficácia contra Covid-19 causada por infecção com B.1.351.

No entanto, não houve casos de hospitalização ou óbito no grupo que recebeu a vacina a partir de 4 semanas após a vacinação.

O chefe de pesquisa e desenvolvimento da AstraZeneca, Sir Mene Pangalos, recentemente sugeriu que a empresa já está procurando uma vacina de segunda geração que resistiria a variantes emergentes.

– CoronaVac

A vacina é eficaz contra as três variantes B.1.1.7, B.1.351 e B.1.1.28, da qual são derivadas as chamadas P.1 (de Manaus) e a P.2 (do Rio de Janeiro). Ainda preliminares, esses estudos, realizados pelo Butantan em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), incluíram amostras de 35 participantes vacinados na Fase 3. O estudo completo inclui um número maior de amostras, que também já estão em análise.

– Pfizer-BioNTech

A Pfizer e a BioNTech estão testando atualmente uma terceira dose de sua vacina de mRNA em sua coorte de ensaio clínico para avaliar o quão bem esta estratégia irá prevenir contra a Covid-19 à luz das variantes emergentes.

Num novo estudo, recentemente publicado no New England Journal of Medicine, pesquisadores da Pfizer, BioNTech e da University of Texas Medical Branch examinaram quão bem o sangue coletado de pessoas que receberam a vacina das empresas lutou contra um vírus projetado para ter as principais mutações encontradas em B.1.351, a variante da África do Sul. Eles relataram que houve uma queda de cerca de dois terços no poder de neutralização contra a variante em comparação com outras formas do coronavírus SARS-CoV-2.

Em compensação, a vacina Covid-19 da Pfizer-BioNTech foi capaz de neutralizar uma nova variante do coronavírus que se espalhou rapidamente no Brasil, segundo estudo de laboratório publicado no New England Journal of Medicine em 08/03/21.

– Moderna

“As variantes são mais transmissíveis do que a cepa original do vírus, e já se sabe que algumas delas causam casos mais graves de COVID-19.”

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

A Moderna já desenvolveu uma nova vacina experimental especificamente desenhada para bloquear a variante B.1351.

Com tanta apreensão em torno das variantes, convém a nós, leigos, ter uma ideia sobre como elas vem à tona e funcionam. 

O Mecanismo das Variantes

Os vírus que se reproduzem nas pessoas se infiltram nas células humanas para que possam usar o mecanismo das células para se replicar. Cada vez que um vírus se reproduz em uma célula, seu material genético é copiado. Durante o processo de cópia, há uma oportunidade para o vírus mudar ou evoluir. Isso pode acontecer de duas maneiras:

  1. Mutação: um vírus pode mudar se ocorrer um erro durante a cópia do DNA ou RNA viral. Por exemplo, as informações podem ser omitidas ou inseridas no lugar errado. Os vírus de RNA tendem a ser “desleixados” e cometer erros durante o processo de cópia que resultam em mutações.
  2. Recombinação: um vírus pode mudar compartilhando material genético com outro vírus que infectou a célula ao mesmo tempo.

Quando um vírus muda, a nova versão do vírus é chamada de variante. Quando a variante se replica, essa mutação também é replicada.

Às vezes, essas novas variantes têm uma vantagem sobre as versões anteriores. Por exemplo, a mutação pode ajudar a propagação do vírus de uma pessoa para outra com mais facilidade. Quando isso acontece, a variante com a mutação vantajosa terá mais probabilidade de sobreviver do que as versões anteriores.

No caso do SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, variantes recentes têm sido notícia. Como vimos acima, os cientistas estão trabalhando para entender se essas novas versões do vírus podem ser interrompidas por anticorpos produzidos por meio da vacinação. Por enquanto, ninguém provou que não podem. Porém, as variantes resultam de duas coisas: mutações naturais do vírus e a chance de uma dessas mutações escapar e se diferenciar da cepa original ao ponto de gerar uma nova cepa. Isso, vale a pena insistir, é uma questão de oportunidade. Curto e grosso, quanto mais demorar a vacinação num país do tamanho do Brasil, maior a oportunidade de novas variantes aparecerem, ameaçando o mundo todo.

Como alguém sabe se tem Covid-19 “padrão” ou variante?

Você provavelmente não saberá, a menos que o laboratório que realiza o teste Covid-19 esteja procurando especificamente por cepas variantes. Alguns grandes laboratórios de referência estão fazendo sequenciamento para identificar variantes de cepas, mas isso não é feito rotineiramente. Os sintomas permanecem praticamente os mesmos.

Voltando aquelas duas questões:

As vacinas Covid-19 existentes serão capazes de prevalecer sobre as variantes até hoje conhecidas?

Resposta: As existentes parecem estar dando mais ou menos conta, mas se a vacinação demorar, novas variantes logo irão driblar as primeiras.

Como os produtores de vacinas podem responder a novas variantes?

Resposta: Reformando as vacinas existentes, ou criando outras completamente novas. O que de qualquer forma irá exigir investimentos e custos adicionais enormes, que as farmacêuticas se resistirão a fazer a menos que devidamente compensadas.

Em suma: Embora as vacinas existentes ofereçam alguma proteção contra variantes, a queda na eficácia significa, em última análise, que, à medida que o vírus muda, o mesmo ocorre com as vacinas.

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Cadastre-se E receba nosso newsletter

2 respostas

  1. Ainda não fui vacinada, tenho comorbidade, sou portadora do vírus HTLV1 E HTLV2. Tenho muito medo de contrair este vírus, por esta razão quero sempre me informar!

    1. Lizzie, eu acabo de pesquisar informação sobre a sua consulta, no Brasil e no exterior. Infelizmente, a sua doença é bem rara (a prima desconhecida do HIV e tal). Talvez por isso, deu nada. Da minha parte, conheço uma pessoa que teve leucemia e tomou a vacina (CoronoVac), porém somente com a aprovação do seu médico. Sinto muito não poder ajudar mais. Boa sorte.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

SAIBA TUDO SOBRE VACINAS COVID-19
CLIQUE AQUI
Preencha e acesse!
Coloque seu nome e e-mail para acessar.
Preencha e acesse!
Você pode baixar as imagens no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
ATENÇÃO!
Toda semana este blog publica dois artigos de cientistas e dois posts inéditos da nossa autoria sobre a dor e seu gerenciamento.
Quer se manter atualizado nesse tema? Não duvide.

Deixe aqui seu e-mail:
Preencha e acesse!
Você pode ver os vídeos no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas