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As vacinas Covid-19 são para todos. Porém, não todos somos iguais.

As vacinas Covid-19 são para todos.

Os países ricos devem abrir o caminho para vacinas Covid-19 mais baratas, produzidas em massa, a fim de proteger todas as pessoas no mundo e evitar uma catástrofe econômica global? Nisso, todos os participantes na última reunião do Fundo Monetário Internacional, recém encerrada, concordaram. Por trás, claro, nem pensar. Os mesmos países ricos que lá estavam, se opõem ferrenhamente aos movimentos da Índia e da África do Sul na Organização Mundial do Comércio (OMC) para quebrar os monopólios de grandes empresas farmacêuticas, o que ajudaria outros fabricantes a produzir em massa vacinas mais baratas. Coisa de rico protegendo seus interesses? Não necessariamente. Por aqui, a Fiocruz e o Butantan (desenvolvedores de vacinas) também são contra quebra de patentes de vacinas, embora a Anvisa (que desenvolve somente pareceres) seja a favor. A razão está no cerne da natureza humana: proteger com unhas e dentes os próprios interesses, e não os alheios.

Este post mostra o pano de fundo no qual todo esse imbróglio se insere: o padrão absurdamente desigual de distribuição das vacinas no mundo.

“Há guerra de classes, tudo bem, mas é minha classe, a classe rica, que está fazendo a guerra, e estamos vencendo.”

Por que a taxa de vacinação Covid-19 é 2.400% mais rápida nos países mais ricos?

Vacinas suficientes foram administradas para inocular totalmente 5% da população mundial, mas a distribuição tem sido desigual. A maioria das vacinas vai para os países mais ricos. Na quinta-feira, 40% das vacinas Covid-19 administradas globalmente foram para pessoas em 27 países ricos que representam 11% da população mundial.

Os países que compõem os 11% mais pobres receberam apenas 1,6% das vacinas Covid-19 administradas até agora, de acordo com uma análise de dados coletados pelo rastreador de vacinas da Bloomberg.

Em outras palavras, os países com as rendas mais altas estão administrando vacinas 25 vezes mais rápido do que aqueles com as mais baixas s. O banco de dados de vacinação Covid-19 da Bloomberg rastreou mais de 726 milhões de doses administradas em 154 países. “Como parte do nosso esforço para avaliar o acesso às vacinas em todo o mundo, o rastreador conta com uma nova ferramenta interativa que mede os países por riqueza, população e acesso às vacinas”, comentou o veículo. Os Estados Unidos, por exemplo, têm 24% das vacinas mundiais, mas apenas 4,3% da população, enquanto o Paquistão tem 0,1% de cobertura vacinal para 2,7% da população mundial.

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O padrão está se repetindo em todo o mundo e segue os esforços dos países ricos para “pré-comprar” bilhões de doses de vacinas, o suficiente para cobrir suas populações várias vezes, de acordo com outra análise de negócios de vacinas. O veículo acrescenta que não existe um mecanismo que garanta uma distribuição equitativa em todo o mundo.

“Se todas as vacinas do mundo fossem distribuídas com base na população, os EUA teriam administrado quase seis vezes o seu quinhão justo, e o Reino Unido teria esgotado sua alocação ponderada pela população 7 vezes (superando o dobro da proporção da União Europeia). No topo da lista estão os Emirados Árabes e Israel, com 9 e 12 vezes a participação populacional, respectivamente.”, finaliza o representante do rastreador Bloomberg.

A China vacinou sua população a uma taxa que está em linha com a média mundial, administrando 20% das vacinas mundiais para 18% da população mundial.

Os esforços da Índia e da China continental tiveram um início lento. As duas nações administraram 3,56 e 5,38 doses por 100 pessoas, respectivamente, de acordo com o rastreador de vacinas da Bloomberg, em parte devido à desconfiança e preocupação com a eficácia das vacinas. Isso se compara a 46 doses por 100 pessoas no Reino Unido.

A Índia, porém, mudou a marcha. Desde um início lento em janeiro, a campanha de vacinação acelerou com o número médio de pessoas recebendo uma dose saltando de 377.000 por dia em fevereiro para 1,55 milhão por dia neste mês. Um recorde de 3,25 milhões de vacinas foram administradas na segunda-feira, disse ele, acrescentando que a Índia tem suprimentos adequados de vacinas para circular, apesar das preocupações com a escassez.

O continente menos rico do mundo, a África, é também aquele que administrou menos vacinas. De seus 54 países, apenas três inocularam mais de 1% de suas populações. Mais de 20 países ainda não apareceram na lista.

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