Dor Crônica - by dorcronica.blog.br

App Alívio Mulher turbinado

Jogo Alívio Mulher - Um aplicativo sobre dor para chamar de seu

Neste mês de outubro, o aplicativo Alívio Mulher, da minha autoria, irá seguramente ultrapassar a marca dos 100 mil downloads, 80% deles feitos desde o Brasil. Desculpem, mas isso me deixa particularmente feliz.

“A informação é uma fonte de aprendizagem. Mas, a menos que seja organizado, processado e disponibilizado às pessoas certas num formato para a tomada de decisões, será um fardo e não um benefício.”

– William Pollard

Há 4 anos eu tive a ideia de reunir num aplicativo gratuito, informações que permitissem as mulheres conversarem com seus médicos e médicas de igual para igual. Ou mais ou menos isso. Algo tão simples quanto isso parecia necessário, à luz de notícias e dados então publicados pela mídia especializada em saúde humana, tais como:

“A dor crônica afeta uma proporção maior de mulheres do que de homens em todo o mundo; no entanto, as mulheres têm menos probabilidade de receber tratamento. A pesquisa mostrou que as mulheres geralmente experimentam dores mais recorrentes, mais intensas e mais duradouras do que os homens.”

– International Association for the Study of Pain IASP

“As mulheres têm sete vezes mais probabilidade do que os homens de serem diagnosticadas incorretamente e terem alta no meio de um ataque cardíaco. Por que? Porque os conceitos médicos da maioria das doenças são baseados na compreensão da fisiologia masculina, e as mulheres apresentam sintomas totalmente diferentes dos homens quando sofrem um ataque cardíaco.”

– Harvard Medical School

Enfim, com a ajuda inestimável de médicos da USP-Ribeirão Preto, o invento – na forma de um jogo online – veio à tona portando 3.072 informações sobre 17 doenças/dores tipicamente “femininas”. Assim apelidadas por afetar mormente ou exclusivamente pessoas do sexo – ou do gênero, desculpem – feminino.

O ano 2022 trouxe boas e más notícias. Pelo lado das boas, o app Alívio Mulher, expresso em 3 idiomas (português, inglês e espanhol) e então abrangendo 4 mil informações sobre 21 doenças e/ou dores “femininas”, atingiu os 60 mil downloads, 80% deles no Brasil e o restante entre vários países (Portugal, Estados Unidos e Argentina, principalmente).

A má notícia veio da área médica, que mostrou olímpico desinteresse em divulgá-lo aos pacientes. Na época, eu achei isso uma extravagância moralmente inaceitável. Afinal, o app é do bem – gratuito, lúdico, ajuda uma pessoa leiga em medicina a entender a SUA dor, uma necessidade, aliás, que caberia aos próprios profissionais da saúde satisfazer.  Então, por que esnobar esse recurso? Ora, Hipócrates não previu isso. De qualquer maneira, relaxemos, hoje eu vejo esse comportamento como algo tristemente corriqueiro, normal.

A presente postagem, porém, não deveria dar espaço a péssimas lembranças. O momento novamente é de comemoração. De um lado, pelos 100 mil downloads antes mencionados, e por outro lado, porque acabei de aumentar o banco de dados das 21 doenças/dores crônicas em 10%.

21 DOENÇAS / DORES CRÔNICAS

1 – Ansiedade

2 – Artrite Reumatoide

3 – Cefaleia

4 – Cistite Infecciosa

5 – Cistite Intersticial

6 – Depressão

7 – Distúrbios do Sono

8 – Dor Neuropática

9 – Dor Pélvica

10 – Dor Regional Complexa

11 – Endometriose

12 – Esclerose Múltipla

13 – Fadiga

14 – Fibromialgia

15 – Intestino Irritável

16 – Mastalgia

17 – Miscelânea

18 – Musculoesquelética

19 – Orofacial

20 – Síndrome do Ovário Policístico

21 – Vulvodínea

Alivio Mulher, porém, não tem como ficar nisso, apenas nisso. As manchetes sobre o descaso com que a medicina científica e clínica dispensa as mulheres continuam a marcar presença na mídia séria. From heart disease to IUDs: How doctors dismiss women’s pain” (“Das doenças cardíacas aos DIUs: como os médicos descartam a dor das mulheres”), eis o título de uma extensa matéria recentemente publicada pelo Washington Post, ora um dos 3 jornais mais respeitados na América do Norte. (Os outros são The New York Times e The Wall Street Journal.)

Em cima disso, a luta contra a dor crônica, onde, lembremos, a mulher supera folgadamente o homem, continua a ser perdida em todo o mundo, provocando uma superprodução de artigos científicos a respeito. Somente sobre a dor pós-cirúrgica aguda foram 5.236 publicações na última década e o número de artigos por ano aumenta linearmente.

Por fim, eu continuo sustentando a tese de que a única forma de levar informações sobre o automanejo da dor crônica aos milhões de brasileiros que sofrem com essa condição de saúde – estimados em nada menos que 1/3 da população adulta, a maioria do sexo feminino – é via internet.

Recapitulando: se você tem ou suspeita ter uma ou mais doenças ou dores crônicas entre as 21 listadas no Quadro acima, recorra ao app Alívio Mulher para se informar seriamente sobre isso. Custa nada, você pode acessá-lo a qualquer momento e assim garante ficar sabendo do seu (provável) problema em alguns minutos. Paciente com dor crônica não maligna que insistir em permanecer desinformado, ou mal-informado, arrisca viver um pesadelo consultando inúmeros médicos e fazendo inúmeros exames, com resultados geralmente incertos. Fora o dinheiro gasto e o tempo perdido, a experiência costuma acabar com o ânimo dos mais valentes. Pense nisso.

Disponível nas plataformas digitais:

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