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Agora que liberou geral, qual é o meu risco lá fora?

Agora que liberou geral, qual é o meu risco lá fora?

Agora que os planos de abertura da economia, do comércio e até do lazer estão na moda, convém se preparar para o que fatalmente vem por aí: contaminação com o coronavírus aumentada. A pergunta que cabe então é: qual o risco de sair de casa?  Este post apresenta o que a matemática pode nos dizer a respeito.

“A matemática não é sobre números, equações, cálculos ou algoritmos: é sobre compreensão”.

– William Paul Thurston, matemático americano

Elena Polozova, uma espécie de gênio matemático que trabalhou durante um tempo no Massachusetts Institute of Technology, o venerado MIT, criou um modelo de risco de atividades baseado na física para precisar os riscos de caminhar, fazer compras e socializar em tempos de Covid 19.

Antes de mostrar o seu trabalho, um alerta. A dito cuja fez o seu modelo por diversão, brincando… tanto assim que inusitadamente abriu seus cálculos para quem quiser ver. Além disso, um modelo matemático destinado a prospectar risco está recheado de suposições, não de certezas. O que ele cuspir, então, deve ser interpretado com um grão de sal.

Polozova considerou três tipos de transmissão: superfícies, contato corporal e a dinâmica dos fluídos das partículas transportadas pelo ar.

Depois traduziu tudo isso numa série de equações.

Veja a seguir os principais achados, os seus cenários e as conclusões.

Achados

Distanciamento social

Para um indivíduo, o risco de sair aumenta de maneira linear com quatro fatores:

  • o número de pessoas que encontram
  • o número de superfícies em que tocam
  • o número de outras pessoas que tocaram nessas superfícies desde a última higienização das superfícies
  • a probabilidade de que qualquer pessoa de fora seja contagiosa


Isso significa que, se na região em que a pessoa está os novos casos de infectados com o vírus aumentarem em dobro, por exemplo, a sua caminhada no meio do dia fica ao menos duas vezes mais arriscada.

Em contrapartida, ela pode reduzir o risco de infecção pela metade, evitando a metade das pessoas, tocando a metade das superfícies ou higienizando as superfícies duas vezes mais frequentemente. Fazer as três coisas reduz o risco oito vezes!

Máscaras fazem a diferença

As partículas virais emitidas por uma pessoa infectada se espalham para a área superficial da esfera ao seu redor.

  • Cortar 90% das partículas virais emitidas, como uma máscara cirúrgica, oferece um fator de proteção de 10 vezes, que é aproximadamente equivalente a ficar três vezes mais distante.
  • As máscaras feitas com tela de camiseta bloqueiam 70% das partículas, o que equivale a aproximadamente duas vezes mais longe.

A regra do metro e oitenta é importante

Um metro e oitenta de distância mantém você muito seguro. MAS qualquer quantia menor que isso é muito, muito mais arriscada! Portanto, não é possível passar por outros em calçadas estreitas! Ou desvie, ou use uma máscara. Sem máscara? Fique a um metro e oitenta centímetros de distância, mesmo que isso signifique você ficar preso atrás de alguém andando devagar.

“Você não precisa ser um matemático para ter uma ideia dos números e do que eles significam”.

Cenários

E se a calçada tiver apenas um metro e meio de largura?

Use máscara. Quando as pessoas usam máscaras as probabilidades de infecção chegam a quase zero.

Se todo mundo tossir enquanto passa por você, você tem 19% de chance de ser infectado depois de passar 100 pessoas em San Francisco a uma distância de 1,2 metro, mas apenas uma chance de 0,8% a uma distância de 1,8 metro. Verdadeiramente, máscaras e distanciamento fazem um nível divino de diferença.

Como o “risco de contato social” aumenta com o “tempo de contato”.

Polozova assumiu uma taxa de respiração de 16 respirações por minuto, e que todos ficam distantes socialmente a um metro e meio.

Encurtar o comprimento do contato mantém você significativamente mais seguro. Sair com 100 pessoas sem tosse é três vezes mais arriscado após uma hora do que após 15 minutos. Isso também significa que quanto mais você suspeitar que alguém possa estar doente – maior será o seu risco, e, portanto, menos tempo você deve gastar com ele.

Por outro lado, se você “apenas conversar” a um metro e meio de distância – ficar nisso por 30 segundos ou 3 horas, dá no mesmo.

Quão arriscado é ir no Supermercado versus ir num Secos & Molhados próximo de casa?

Provavelmente cerca de cem vezes mais arriscado – mas você pode reduzir esse risco higienizando itens de alto toque, lavando as mãos – e nunca tocando seu rosto dentro da loja. Você também pode ir à loja de manhã OU logo após uma limpeza profunda, quando menos pessoas estiverem por perto para tocar as superfícies antes de você.

Você deve higienizar todos os itens que compra? Não necessariamente: o risco de uma superfície aumenta linearmente com o número de pessoas que a tocaram antes de você, portanto, a higienização apenas dos itens de alto toque já confere mais do benefício. 

Conclusões

Segundo Polozova, depois de toda essa matemática, sua maior impressão é de esperança.

  • O distanciamento social e a higienização das mãos realmente funcionam para reduzir o risco de disseminação do coronavírus.
  • As máscaras e a distância de um metro e oitenta, melhor ainda, dois metros fazem uma grande diferença.
  • Grandes supermercados são cerca de 100 vezes mais arriscados do que a loja da esquina local.

A proteção oferecida por máscaras, higienização e distanciamento social não é completa, mas em boa medida eficaz.

Use máscaras, desinfete religiosamente – não toque no seu rosto!

LEMBRE-SE: use máscara
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