Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

A variante delta: quão perigosa hoje ela é para você?

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A variante Delta é responsável por uma onda crescente de novos casos em todo o mundo, incluindo países que pensavam (e ainda pensam) se safar de uma nova onda viral mesmo flexibilizando medidas sanitárias, controles de fronteira, a economia etc. A defesa contra isso seria, claro, a vacinação. Ocorre, no entanto, que no momento é inegável que essa variante anda mais rápido que a vacinação. E se o Reino Unido, que já vacinou mais da metade da população, passa por uma retomada do surto viral por causa da prevalência da variante Delta, o que pode se esperar no Japão, na Coréia do Sul, na Argentina e no Brasil, onde a vacinação não passa dos 15%? Esse post visa informar sobre a ameaça, no intuito de gerar mais atenção do que apreensão.

“Apesar dos avisos, a mudança raramente ocorre até que o status quo se torne mais doloroso do que a mudança. As pessoas parecem não perceber que sua opinião sobre o mundo também é uma confissão de seu caráter.”

Ralph Waldo Emerson

França, Reino Unido, EUA, Austrália, Coréia do Sul, Tailândia, Rússia… a variante Delta está mudando os humores pró-flexibilização de medidas anti-Covid-19 em todo o mundo. Isso, em menos de dois meses.12

Obviamente, o veloz avanço dessa variante é um fato abominável, desses sobre os quais ninguém quer sequer ouvir falar. E tem raiva de quem ousa fazê-lo. Afinal, boas notícias sobre um eventual controle da pandemia começaram a emergir em vários países após um semestre de vacinação e é natural que o direito a ser feliz, sonhar, levitar… essas coisas… seja defendido a todo custo.

Mas quem avisa amigo é, e ocorre que a variante Delta é uma ameaça sanitária para lá de séria. Tanto pela sua periculosidade inata, quanto pelo fato de acontecer num momento em que a humanidade está estressada, os serviços de saúde exaustos, e etcétera. Mais ou menos, como discutir com a(o) companheira(o) em casa depois de ser demitido(a) do emprego e suportado uma hora no metrô no horário de pico. Acontece.

Então, meu amigo ou amiga, esse post não é para assustar você gratuitamente, mas para convidá-lo(a) a controlar o seu entusiasmo pós-pandemia.

A minha apreensão deve-se, em parte, à periculosidade dessa variante, mas também a capacidade que temos no Brasil para enfrentá-la.

Hoje, o coordenador do Centro de Contingência contra o Novo Coronavírus em São Paulo disse que a transmissão comunitária da Delta (aliás, já acontecendo) no estado será enfrentada através de 1) fiscalização rígida de novos casos (testagem, sequenciamento genético, rastreamento de contatos etc.); 2) medidas de prevenção sanitárias convencionais (ex.: distanciamento social etc.) e 3) mais vacinação. Ótimo, mas não me convence: o Brasil nunca testou o mínimo, hoje as aglomerações crescem enquanto as máscaras caem, e prefeituras aqui e acolá continuam reportando falta de vacinas. Tudo isso, claro, vai melhorar um dia. Mas não amanhã, nem depois de amanhã. E a tal variante já chegou.

Convém, portanto, prestar atenção a dito cuja. Talvez você já saiba tudo sobre ela, talvez não. Vejamos,

A variante Delta é perigosa?

A variante Delta do novo coronavírus, detectada inicialmente na Índia, pode aumentar o risco de reinfecções. Uma pesquisa com a participação da Fiocruz aponta que o soro de pessoas previamente infectadas por outras cepas do novo coronavírus – variantes Gama, amazônica, e variante Beta, sul-africana – é menos potente contra a variante indiana. Onze vezes menos potente, mais precisamente.

A variante Delta é altamente contagiosa, como dizem?

Sim. A Delta tem múltiplas mutações o que a torna mais transmissível do que qualquer outra variante. Uma reportagem do The New York Times descreve um incidente que aponta a facilidade com que ela parece ser transmitida.

“Na Austrália, câmeras de segurança documentaram um breve encontro de duas pessoas passando uma pela outra em um shopping center; um deles foi infectado sem saber. Os compradores estavam frente a frente em um ponto e respiravam o ar um do outro por apenas alguns segundos, o que levou à infecção da segunda pessoa. (A transmissão foi confirmada por meio de sequenciamento genético)”.

O primeiro caso da variante Delta nos Estados Unidos foi diagnosticado há alguns meses (em março) e agora é responsável por mais de duas em cada quatro infecções no país, de acordo com novas estimativas desta semana do C.D.C.

A variante Delta já se espalhou para pelo menos 98 países .

Atualmente, ela infecta pessoas que foram apenas parcialmente vacinadas do que outras cepas, e também pode apresentar um risco maior de hospitalização.

A transmissibilidade da variante Delta

A variante Delta está sendo classificada como “hipertransmissível” pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos. Ela “é mais rápida, é mais apta e seleciona os mais vulneráveis com mais eficiência do que as variantes anteriores”, alertou recentemente o Dr. Mike Ryan, diretor da Organização Mundial da Saúde.

O caso da Austrália mencionado acima sinalizou o quão importante é que as pessoas sejam vacinadas antes que a variante Delta se espalhe ainda mais.

No Brasil, semana passada eu assisti pela TV um renomado infectologista afirmar que uma pessoa infectada com a variante Delta conseguiria infectar entre 8 e 9 outras pessoas num ambiente fechado (ex.: elevador, restaurante).

Enfim, até hoje os pesquisadores mais contidos consideram a variante Delta ser 60% mais transmissível do que a variante Alfa, a britânica, que por sua vez é mais transmissível que a cepa original do coronavírus surgida na China. Segundo estimativas mais recentes a variante Delta seria quase o dobro mais transmissível do que a Alpha.

A letalidade

Começa a ficar claro que a variante Delta pode vir a ser também a mais letal das variantes. De acordo com a Public Health England, os primeiros dados sugerem que ela tem mais probabilidade de levar à hospitalização do que a variante Alfa. De fato, pessoas não vacinadas infectadas com a Delta teriam duas vezes mais chances de serem hospitalizadas do que aquelas infectadas com a Alfa. Pode ser, todavia, que isso se deva a sua maior transmissibilidade, em vez de ser mais patogênica.

Os Sintomas

O principal sintoma da variante Delta é a dor de cabeça, seguida de dor de garganta, coriza e febre. Na Índia também foi associada a mais problemas gastrointestinais, incluindo diarreia, dor de estômago, perda de apetite e náusea. A perda do olfato, todavia, não está entre os 10 principais sintomas relatados para aqueles com a variante Delta.

Em síntese:

  • A variante Delta é a mais perigosa (transmissível e letal) de todas as variantes conhecidas.
  • A variante Delta é ou está a caminho de se tornar a variante predominante no mundo.
  • A variante Delta se transmite muito velozmente, indo de zero a metade dos já infectados em países com campanhas de vacinação das mais avançadas (EUA, Reino Unido), em menos de dois meses.
  • Há evidências de que a variante Delta é mais resistente às vacinas anti-Covid-19 aplicadas no Brasil, ou dito de outra forma, que essas vacinas perdem alguma eficácia diante dela.
  • Até o momento, as vacinas anti-Covid-19 aplicadas no Brasil conseguem diminuir o número de hospitalizações e óbitos entre os infectados com a Covid-19. Porém, nem todas com a mesma eficiência.

Quer saber mais sobre coronavírus, Covid-19 e vacinas? Veja as últimas publicações no blog.

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