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Por que a terceira dose da vacina deveria ser para todos? E quais são seus efeitos colaterais?

A terceira dose da vacina

Vários países já aplicam uma terceira dose da vacina – da vacina da Pfizer-BioNTech, nos EUA, em Israel e no Brasil, por exemplo. A ideia é proteger as pessoas de adoecer gravemente ou morrer devido à Covid-19. Por que motivo? Onde a terceira dose atualmente está sendo aplicada? Quais são seus efeitos colaterais? Essas e outras questões de interesse geral são respondidas nesse post.

“Nossa espécie é capaz de altruísmo, certamente, mas não é um jogo que jogamos de boa vontade, muito menos, bem.”

Erika Johansen

Pesquisa da Kaiser Family Foundation descobriu que entre os americanos não vacinados, quase 75% dizem acreditar que a necessidade de doses de reforço prova que as vacinas não funcionam.1  No Brasil, até agora, a ninguém ocorreu perguntar sobre esse tema.

No Brasil, uma parcela significativa dos que tomaram a primeira dose de uma vacina anti-Covid-19 não voltou para tomar a segunda dose, seja por descrédito em relação a sua efetividade ou por prever efeitos colaterais desagradáveis.

Esse post examina esse último argumento. Contudo, não resisto à tentação de desmentir o primeiro, fruto da mais pura ignorância. A essa altura da pandemia, isso de achar que as vacinas não funcionam beira a insanidade mental. Tirando o manuseio político que hoje permeia qualquer conversa sobre a condução do enfrentamento à pandemia, uma verdade emerge dos fatos que todos conhecemos:

Nem todas as vacinas funcionam igual, nem uma mesma vacina funciona igual para todos.

Pronto, você pode ser bolsonarista, petista, ou chovinista, que nem por isso poderá negar o anterior. Isso significa que há, sim, uma brecha de risco na efetividade das vacinas – sabe-se que, dependendo da pesquisa, entre 5%, 16% ou 26% dos agraciados com vacinas MRNa mensageiro, podem pegar a Covid-19 mesmo assim.

Justificam esses dados uma terceira dose vacinal para todos, e não apenas para idosos, profissionais da saúde e imunossuprimidos?

Eu penso que sim, especialmente pressentindo que, com a minha sorte, é garantido que eu vou cair nesses 5%, 16% ou 26%.

A terceira dose, enfim, é para todos. Em havendo vacina, não há razão médica nem moral para um governo não se mexer para cobrir a brecha de risco antes mencionada. Israel, Uruguai e Chile já estão nisso, e quase todos os países europeus se aprestam a seguir esse caminho.2

A terceira dose da vacina e a imunidade.

Estudos mostram que depois de ser vacinado contra Covid-19, a proteção contra o vírus pode diminuir com o tempo e ser menos capaz de proteger contra a variante Delta. Embora a vacinação para adultos com 65 anos ou mais permaneça eficaz na prevenção de doenças graves, dados recentes sugerem que a vacinação é menos eficaz na prevenção de infecções ou doenças mais leves com sintomas.3 Mesmo as vacinas MRNa mensageiro (ex.: Pfizer, Moderna), até agora as que melhor funcionam.

Evidências emergentes também mostram que, entre os profissionais de saúde e outros profissionais da linha de frente, a eficácia da vacina contra infecções por Covid-19 está diminuindo ao longo do tempo.

Um estudo conduzido por pesquisadores de duas universidades americanas – Case Western Reserve University e a Brown University – mostrou 80% de anticorpos perdidos seis meses após a segunda dose da vacina Pfizer. Ele abrangeu 120 residentes de lares de idosos e 92 profissionais de saúde.

O CDC divulgou uma série de estudos conduzidos durante o aumento da variante Delta que sugerem que as vacinas permanecem altamente eficazes em manter os americanos fora do hospital, mas que com o tempo sua capacidade de prevenir infecções diminui acentuadamente.

  • Um estudo analisou infecções por Covid-19 relatadas em residentes de cerca de 15.000 lares de idosos e outras instalações de cuidados de longo prazo. Ele descobriu que a eficácia das vacinas Pfizer e Moderna contra a infecção caiu de cerca de 74% em março, abril e início de maio para 53% em junho e julho.
  • Outro estudo foi uma análise de 21 hospitais. Ele descobriu que a eficácia da vacina na prevenção de hospitalizações associadas a Covid-19 foi de 86% em duas a 12 semanas após a segunda dose, e 84% em 13 a 24 semanas após. A diferença não foi considerada significativa.4

Esta menor eficácia é provavelmente devido à combinação de diminuição da proteção com o passar do tempo desde a vacinação (por exemplo, diminuição da imunidade), bem como a maior infecciosidade da variante Delta, hoje dominante no planeta.

Por outro lado, a dose de reforço da Pfizer oferece duas boas notícias.

Dados de um pequeno ensaio clínico mostram que uma dose de reforço da Pfizer-BioNTech aumentou a resposta imunológica em participantes do ensaio que terminaram sua série primária 6 meses antes. Com uma resposta imunológica aumentada, as pessoas deveriam ter melhorado a proteção contra Covid-19, incluindo a variante Delta.5

Os efeitos colaterais da terceira dose são tranquilizadores.

Um estudo, publicado recentemente pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, avaliou as experiências de indivíduos que foram capazes de receber a terceira dose a partir de meados de agosto porque tinham o sistema imunológico comprometido. Nesses casos, as pessoas poderiam aumentar suas doses com as vacinas Pfizer ou Moderna , dependendo de qual haviam recebido anteriormente. Cerca de 12.600 pessoas responderam a pesquisas como parte de um sistema voluntário de monitoramento de segurança.

  • A maioria das reações locais e sistêmicas relatadas foram leves a moderadas, transitórias e mais frequentemente relatadas no dia após a vacinação, sempre comparando com o ocorrido com a segunda dose da mesma vacina.
  • Dor ou inchaço no local da injeção foi um efeito colateral experimentado por 77,6% dos entrevistados após uma segunda dose e um pouco mais de 79,4% após a terceira dose, mostrou o relatório.
  • Enquanto 76,5% das pessoas relataram ter experimentado reações sistêmicas como febre ou dor de cabeça após a segunda dose, um valor ligeiramente inferior de 74,1% teve essas reações após a terceira dose.

Pessoas que receberam sua segunda dose da vacina Covid-19 da Pfizer há pelo menos seis meses e que atendem a certos critérios, agora são elegíveis para a terceira dose. Esses incluem pessoas com 65 anos ou mais e aqueles com 18 anos ou mais que têm condições médicas subjacentes, trabalham em ambientes de alto risco ou vivem em ambientes de alto risco, de acordo com o CDC.

Em suma, gostemos ou não, os efeitos colaterais das vacinas de reforço da Pfizer são semelhantes às duas primeiras doses.6

Perguntas e Resposta (Válido para as vacinas mRNa).

Se precisarmos de uma dose de reforço, isso significa que as vacinas não estão funcionando?

Não. As vacinas Covid-19 estão funcionando bem para prevenir doenças graves, hospitalização e morte, mesmo contra a variante Delta de ampla circulação. No entanto, os especialistas em saúde pública estão começando a ver uma proteção reduzida, especialmente entre certas populações, contra doenças leves e moderadas.

Quais são os riscos de receber uma injeção de reforço da Pfizer-BioNTech?

Até agora, as reações relatadas após receber essa dose de reforço foram semelhantes às da série primária de 2 doses. Fadiga e dor no local da injeção foram os efeitos colaterais mais comumente relatados e, em geral, a maioria dos efeitos colaterais foram leves a moderados. No entanto, como com a série primária de 2 doses, efeitos colaterais graves são raros, mas podem ocorrer.

Ainda sou considerado “totalmente vacinado” se não receber uma dose de reforço?

Sim. Todos ainda são considerados totalmente vacinados duas semanas após sua segunda dose em uma série de duas vacinas, como as vacinas Pfizer-BioNTech ou Moderna, ou duas semanas após uma vacina de dose única, como a vacina J&J/Janssen.

Qual é a diferença entre uma dose de reforço e uma dose adicional?

Uma dose de reforço é administrada quando uma pessoa completa sua série de vacinas e a proteção contra o vírus diminui com o tempo. Doses adicionais são administradas a pessoas com sistema imunológico moderado a gravemente comprometido. Esta dose adicional de uma vacina de mRNA-Covid-19 se destina a melhorar a resposta de pessoas imunocomprometidas à sua série inicial de vacinas.7 (Nota do blog.: Parece pura semântica. Até agora ninguém afirmou que a dose de reforço e a dose adicional fossem fórmulas diferentes.)

A Coronavac está sendo aplicada como terceira dose?

Sim, na América Latina. O Uruguai, todavia, aplica a terceira dose da Pfizer, a qual em vacinados com a Coronavac dá 20 vezes mais anticorpos, segundo um estudo da Universidad de la República.8

O Governo chileno detectou que a Coronavac é efetiva contra casos de hospitalização, internação em UTI e morte, mas nem tanto para prevenir a doença sintomática. Recentemente, convém dizer, esta prevenção caiu de 67% a 58,49%, segundo um estudo oficial que incluiu milhões de pessoas. Os maiores de 55 anos receberão o reforço com a britânica AstraZeneca, afirmou em agosto a subsecretária de Saúde, Paula Daza. Posteriormente, os menores de 55 anos vacinados com a fórmula chinesa receberão a dose de reforço da Pfizer, assim como os pacientes imunodeprimidos.9

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