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A síndrome de fadiga crônica

Fadiga crônica

Esse artigo pode ser visto como a ficha técnica da Síndrome de Fadiga Crônica (SFC), uma doença de longa duração com uma ampla gama de sintomas. O seu sintoma mais comum é o cansaço extremo, mas há muitos outros. A sua principal característica é o pouco que se sabe sobre ela. Isso, apesar de muitos médicos e cientistas biomédicos em todo o mundo terem se interessado nela e publicado mais de 9.000 estudos científicos a respeito nos últimos 35 anos.

A Síndrome de Fadiga Crônica (SFC) também é conhecida como EM que significa encefalomielite miálgica. Ela pode afetar profundamente a vida de qualquer pessoa, incluindo crianças. É mais comum em mulheres e tende a se desenvolver entre os 20 e 40 anos. Nos Estados Unidos, é reportada por até 2,5 milhões de pessoas e gera despesas diretas e indiretas de aproximadamente US$17 a US$24 bilhões anualmente. A fadiga foi o nono sintoma mais comum em Atenção Primária em Saúde (APS), segundo levantamento de 2003.

No Reino Unido, um estudo britânico de base populacional encontrou fadiga excessiva em 38% dos 15.000 entrevistados, destes 18% tiveram duração superior a 6 meses. Estima-se que 9% das pessoas sentem fadiga por mais de seis meses alguma vez na vida. Em outro estudo, 18 pacientes apresentaram queixa de fadiga em um total de 1000 consultas realizadas em um ano. A fadiga é mais frequente em mulheres que em homens (28% vs. 19%). Metade dos pacientes com fadiga tem uma causa psicológica.

Fadiga excessiva em 15.000 entrevistados:
38%
Fadiga superior a 6 meses:
18%
Fadiga superior a 6 meses alguma vez na vida:
9%
Fadiga mais frequente em:
Mulheres 28%
Homens 19%
Causa da fadiga:
Psicológica 50%

Ainda no Reino Unido, novas diretrizes sobre a SFC/EM estão sendo desenvolvidas pelo The National Institute for Health and Care Excellence (NICE). O rascunho das diretrizes sugere que programas de exercícios estruturados, como terapia por exercícios graduados, não serão mais recomendados para tratá-la.

No Brasil, quatro sociedades médicas publicaram dados em 2008. Porém não forneceram dados nacionais, e sim australianos.  Nesse país, a prevalência da Síndrome da Fadiga Crônica foi estimada entre 0,5% e 2,5%, dependendo da capacidade de avaliação. A incidência de fadiga crônica estava entre 3,0-5,0%, e a da SFC em torno de 0,4%.

Conforme discutido em um artigo recente na revista JAMA, a pesquisa documentou anormalidades biológicas subjacentes envolvendo muitos sistemas de órgãos em pessoas com EM/SFC, em comparação com controles saudáveis.

Sintomas da Síndrome de Fadiga Crônica (SFC/EM)

O principal sintoma da SFC/EM é a sensação de cansaço extremo e indisposição geral.

Além disso, pessoas com SFC/EM podem ter outros sintomas, incluindo:

A maioria das pessoas acha que os exercícios excessivos pioram os sintomas.

A gravidade dos sintomas pode variar de um dia para o outro, ou mesmo dentro de um dia.

Os sintomas de SCF/EM são semelhantes aos sintomas de algumas outras doenças, por isso é importante consultar um médico para obter um diagnóstico correto.

Diagnosticando a Síndrome da Fadiga Crônica (SFC/EM)

Não há um teste específico para SFC/EM, então ela é diagnosticado com base em seus sintomas e descartando outras condições que podem estar causando seus sintomas.

O médico perguntará sobre seus sintomas e histórico médico. Você também pode fazer exames de sangue e urina.

Como os sintomas de SFC/EM são semelhantes aos de muitas doenças comuns que geralmente melhoram sozinhas, um diagnóstico pode ser considerado se você não melhorar tão rapidamente quanto o esperado.

Testes de hormônios cerebrais, testes formais de raciocínio, ressonância magnética (MRI) e tomografia por emissão de pósitrons (PET) são anormais em uma fração substancial de pacientes com Síndrome de Fadiga Crônica. Os testes do sistema nervoso autônomo, que controla as funções vitais, incluindo temperatura corporal, pressão sanguínea, frequência cardíaca, frequência respiratória e movimento dos intestinos e da bexiga, também são anormais. Contudo, nem todas essas anormalidades cerebrais estão presentes em todas as pessoas com SFC/EM e parecem ir e vir.

Causas da Síndrome de Fadiga Crônica (SFC/EM)

Não se sabe o que causa a SFC/ME, mas existem várias teorias – por exemplo, pode ser desencadeada por uma infecção ou certos fatores podem torná-lo mais propenso a desenvolver a doença.

Levando em consideração fadiga como sintoma, encontramos uma variedade ampla de hipóteses diagnósticas.

Causas alternativas de fadiga crônica

Fisiológicas– Estilo de vida sedentário
– Privação de sono
Drogas– Medicamentos (por exemplo, beta-bloqueador)
– Dependência de álcool e outras drogas
Doenças infecciosas– HIV/AIDS
– Hepatite crônica (B e C)
Doença autoimune– Lúpus
– Artrite reumatóide
– Síndrome de Sjögren
Doenças endocrinológicas– Hipotiroidismo
Diabetes mellitus
Doença cardiorrespiratória– Insuficiência cardíaca
– DPOC
Doença gastrointestinal– Doença celíaca
– Doença inflamatória intestinal
Doença hematológica– Anemia
Transtornos do sono– Apneia obstrutiva do sono
Doenças neurológicas– Miastenia gratis
– Esclerose múltipla
Doenças metabólicas– Hipercalcemia
Transtornos psiquiátricos e psicológicos– Depressão maior
– Ansiedade
– Somatização
– Fobia social
Câncer oculto 
Fatores ambientais e ocupacionais– Solventes orgânicos
– Metais pesados

Fadiga Crônica: Diagnóstico e Tratamento”. Projeto Diretrizes. Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina.

Segundo outra fonte, as causas ou gatilhos sugeridos para a Síndrome de Fadiga Crônica incluem:

  • infecções virais, como febre glandular.
  • infecções bacterianas, como pneumonia.
  • problemas com o sistema imunológico. Na SFC/EM o sistema imunológico é cronicamente ativado, como se estivesse lutando contra algo, e que partes do sistema imunológico se exaurem com a luta.
  • desequilíbrio hormonal.
  • problemas de saúde mental, como estresse e trauma emocional.
  • genes – a SFC/EM parece ser mais comum em algumas famílias.
  • Metabolismo celular. Nossas células produzem energia com o oxigênio do ar que respiramos e com os açúcares, gorduras e proteínas que comemos. Na SFC/EM as células têm problemas para fazer e usar energia. Ou seja, as pessoas com Síndrome de Fadiga Crônica sentem que não têm energia suficiente porque suas células não estão produzindo o suficiente, nem usando o que produzem de forma eficiente. Particularmente após esforços físicos e mentais.
  • Poupança energética. Animais e humanos ativam sistemas que concentram a energia a ser usada nos processos necessários para se manterem vivos. Atividades não essenciais que requerem energia são minimizadas. Pode ser que na SFC/EM esses sistemas de bloqueio sejam disfuncionais.

Tratamento da Síndrome de Fadiga Crônica (SFC/EM)

O tratamento visa aliviar os sintomas. O tratamento dependerá de quanto e como a síndrome está afetando a pessoa.

Os tratamentos incluem:

A maioria das pessoas com SFC melhora com o tempo, especialmente com o tratamento, embora algumas pessoas não tenham uma recuperação completa.

Também é provável que haja períodos em que os sintomas melhorem ou piorem.

Crianças e jovens com SFC/ME têm maior probabilidade de se recuperar totalmente.

Vivendo com a Síndrome de Fadiga Crônica (SFC/EM)

Viver com SFC/EM pode ser difícil. O cansaço extremo e outros sintomas físicos podem dificultar a realização das atividades diárias. Talvez precise fazer algumas mudanças importantes no estilo de vida.

A SFC/EM também pode afetar a saúde mental e emocional e ter um efeito negativo na autoestima.

Além de pedir apoio à sua família e amigos, pode ser útil contatar outras pessoas com SFC/EM.

Baseado nas seguintes fontes: health.harvard.edu | nhs.uk | webmd.com

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