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A síndrome de fadiga crônica: o que parece estar claro no momento

A síndrome de fadiga crônica: o que parece estar claro no momento

Tem havido considerável controvérsia sobre o que constitui e o que causa fadiga desde meados do século XIX. A fadiga é um sintoma inespecífico indicativo de muitas causas ou condições, incluindo estados fisiológicos, como privação de sono ou excesso de atividade nos músculos; condições médicas, como condições inflamatórias crônicas, bacterianas ou infecções virais ou doenças autoimunes; e transtornos psiquiátricos, como depressão, transtornos de ansiedade e transtornos somatoformes.

A Síndrome da Fadiga Crônica, já postada por aqui em várias ocasiões, é uma doença crônica.  O interesse da comunidade científica nela é relativamente recente, embora vigoroso: desde os anos 80, mais de 9.000 estudos científicos foram publicados no período. Esse post sintetiza o averiguado a respeito até o momento.

A síndrome da fadiga crônica (SFC) é uma doença de longa duração com uma ampla gama de sintomas. O sintoma mais comum é o cansaço extremo.

A SFC também é conhecida como EM, que significa encefalomielite miálgica. Ela pode afetar profundamente a vida de qualquer pessoa, incluindo crianças. É mais comum em mulheres e tende a se desenvolver entre os 20 e 40 anos. Nos Estados Unidos, é reportada por até 2,5 milhões de pessoas e gera despesas diretas e indiretas de aproximadamente US$17 a US$24 bilhões anualmente.

Conforme discutido em um artigo recente na revista JAMA, a pesquisa documentou anormalidades biológicas subjacentes envolvendo muitos sistemas de órgãos em pessoas com SFC/EM, em comparação com controles saudáveis.

No Reino Unido Reino Unido, novas diretrizes sobre a SFC/EM desenvolvidas pelo The National Institute for Health and Care Excellence (NICE) sugerem que programas de exercícios estruturados, como terapia por exercícios graduados, não serão mais recomendados para tratá-la. (Isso não significa que sejam banidos. Apenas não são mais recomendados, o que tem gerado muita controvérsia.)

Sintomas da síndrome da fadiga crônica (SFC/EM)

O principal sintoma da SFC/EM é a sensação de cansaço extremo e indisposição geral.

Além disso, podem ter outros sintomas, incluindo:

A maioria das pessoas acha que os exercícios excessivos pioram os sintomas.

A gravidade dos sintomas pode variar de um dia para o outro, ou mesmo dentro de um dia.

Os sintomas de SFC/EM são semelhantes aos sintomas de algumas outras doenças, por isso é importante consultar um médico para obter um diagnóstico correto.

Diagnosticando a síndrome da fadiga crônica (SFC/EM)

Não há um teste específico para SFC/EM, então ela é diagnosticada com base em seus sintomas e descartando outras condições que podem estar causando seus sintomas.

O médico perguntará sobre seus sintomas e histórico médico. Você também pode fazer exames de sangue e urina.

Como os sintomas de SFC/EM são semelhantes aos de muitas doenças comuns que geralmente melhoram sozinhas, um diagnóstico de SFC/EM pode ser considerado se você não melhorar tão rapidamente quanto o esperado.

Testes de hormônios cerebrais, testes formais de raciocínio, ressonância magnética (MRI) e tomografia por emissão de pósitrons (PET) são anormais em uma fração substancial de pacientes com SFC/EM. Os testes do sistema nervoso autônomo, que controla as funções vitais, incluindo temperatura corporal, pressão sanguínea, frequência cardíaca, frequência respiratória e movimento dos intestinos e da bexiga, também são anormais. Contudo, nem todas essas anormalidades cerebrais estão presentes em todas as pessoas com SFM/EM e parecem ir e vir.

Causas da síndrome da fadiga crônica (SFC/EM)

Não se sabe o que causa a SFC/EM, mas existem várias teorias – por exemplo, pode ser desencadeada por uma infecção ou certos fatores podem tornar a pessoa mais propensa a desenvolver a doença.

As causas ou gatilhos sugeridos para SFC/EM incluem:

  • Infecções virais, como febre glandular.
  • Infecções bacterianas, como pneumonia.
  • Problemas com o sistema imunológico. Na SFC/EM o sistema imunológico é cronicamente ativado, como se estivesse lutando contra algo, e que partes do sistema imunológico se exaurem com a luta.
  • Desequilíbrio hormonal.
  • Problemas de saúde mental, como estresse e trauma emocional.
  • Genes – a SFC/EM parece ser mais comum em algumas famílias.
  • Metabolismo celular. Nossas células produzem energia com o oxigênio do ar que respiramos e com os açúcares, gorduras e proteínas que comemos. Na SFC/EM as células têm problemas para fazer e usar energia. Ou seja, as pessoas sentem que não têm energia suficiente porque suas células não estão produzindo o suficiente, nem usando o que produzem de forma eficiente. Particularmente após esforços físicos e mentais.
  • Poupança energética. Animais e humanos ativam sistemas que concentram a energia a ser usada nos processos necessários para se manterem vivos. Atividades não essenciais que requerem energia são minimizadas. Pode ser que na SFC/EM esses sistemas de bloqueio sejam disfuncionais.

Tratamento da síndrome da fadiga crônica (SFC/EM)

O tratamento visa aliviar os sintomas e depende de quanto e como a SFC/EM está afetando a pessoa.

Os tratamentos incluem:

A maioria das pessoas com SFC melhora com o tempo, especialmente com o tratamento, embora algumas pessoas não tenham uma recuperação completa.

Também é provável que haja períodos em que os sintomas melhorem ou piorem.

Crianças e jovens com SFC/ME têm maior probabilidade de se recuperar totalmente.

Vivendo com a síndrome da fadiga crônica (SFC/EM)

Viver com SFC/EM pode ser difícil. O cansaço extremo e outros sintomas físicos podem dificultar a realização das atividades diárias. Talvez precise fazer algumas mudanças importantes no estilo de vida.

A SFC/EM também pode afetar a saúde mental e emocional e ter um efeito negativo na autoestima.

Além de pedir apoio à sua família e amigos, pode ser útil contatar outras pessoas com SFC/EM.

Resumo da coletânea sobre a Síndrome da Fadiga Crônica: “Fatigue as a window to the brain”. Editada por Dr. John de Luca MD, do College of Medicine de NJ/USA Estados Unidos.

  • Tanto em termos médicos quanto intelectuais, o trabalho sobre a excitação e a fadiga do Sistema Nervoso Central está em seus primeiros dias. Apenas recentemente o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) americano reconheceu as síndromes de fadiga como legítimas.
  • Entre os possíveis mecanismos, anormalidades no eixo neuroendócrino do hipotálamo à hipófise e à glândula adrenal claramente dominam o pensamento da maioria dos pesquisadores.
  • Há imagens cerebrais confiáveis ​​de ativação diferencial em pacientes com SFC.
  • Certos distúrbios do sono estão claramente associados à SFC.
  • A relação da depressão com a SFC é complexa. A hipótese de os portadores de SFC estarem “deprimidos” carece de evidências. Além disso, em havendo correlação, a depressão seria uma causa ou um efeito da SFC? Não se sabe.
  • As citocinas pró-inflamatórias certamente causam alterações comportamentais, com ênfase na fadiga.

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