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A quem interessar: com a palavra, a linha de frente

A quem interessar: com a palavra, a linha de frente

Nos últimos 12 meses, dezenas de políticos e cientistas têm gastado toneladas de saliva dando entrevistas à mídia, no intuito de convencer as pessoas à prevenção de contatos infecciosos. Com resultados estrondosamente pífios. Nesse blog, tenho tentado uma outra via. Não faço ideia dos resultados, mas ainda penso que o testemunho de quem está na linha de frente na Covid-19, que não é político nem infectologista e não se gaba de “fazer tudo conforme ciência”, mas que salva vidas com risco da própria e com os poucos meios que tem e um salário de m…, talvez seja mais persuasivo.

“O número de medalhas no peito de um oficial varia na proporção inversa elevada ao quadrado da distância de suas funções da linha de frente.”

Charles Edward Montague

Tinha me proposto, acho que pela quarta ou quinta vez, parar de postar informação sobre a Covid-19. Deprimente demais. Nada muda. Ou melhor, você se informa e escreve, e torna a se informar e escrever – são 196 em 12 meses – e… nada muda. Ok, eu sei que a pretensão de mudar o comportamento de alguém, quanto mais o de muitos postando num blog é delirante, mas a frustração, seja como for, é inevitável.

Porém, há sempre um fato novo. Algo que talvez, se for bem divulgado, faça alguém na ponta pensar duas vezes antes de sair à rua sem motivo, pensar na prevenção, evitando se infectar com o vírus ou transmiti-lo a outros. Eis o único objetivo.

Essa semana foi um texto simples e breve que apareceu entre os recebidos diariamente pelo blog. Eu vou reproduzi-lo em seguida, porque me parece ser de utilidade pública. Mas confesso que a razão é outra, pessoal e melancólica.

Eu explico.

Há 10 meses, uma mensagem semelhante, de autoria de um médico potiguar, confirmou o que eu já estava postando sobre a pandemia no Brasil; o seja, que ela ia se estender por muito tempo e causar muitas mortes pelo país afora. Na época, diferente do que agora ocorre, prefeitos e cientistas (no Norte e Nordeste, excetuando Manaus) falavam comedidamente que a situação era “Veja bem, algo-preocupante-mas-nem-tanto”, e que seria “saudável” a população pensar na prevenção, colaborar, tomar consciência, entender, e toda sorte de apelos cheios de vento destinados a dar em nada, enquanto quarentenas meia-boca eram semi-anunciadas e nada fiscalizadas.

O áudio que esse médico me fez chegar, que eu postei no blog de imediato, é este:

Dessa vez é uma mensagem escrita por um enfermeiro. Ela em nada se diferencia de outras duas mensagens remetidas por médicos, também postadas nas últimas semanas, exceto por uma coisa: essa está sendo enviada – note o tempo verbal, nem “foi”, nem “será”, mas “está sendo” – enviada, repito, de um local muito próximo de você – um hospital, um ambulatório, um… – e não importa se você está em Pelotas, ou em Campinas, ou em Crato (fica no Ceará, se quiser saber).

Eu confesso que não tenho grandes expectativas quanto a que a tal mensagem, após lida e refletida, sensibilize quem quer que seja. Tenho para mim, que esse tempo já passou. O momento de “se tocar para o vírus e se prevenir”, já foi. Agora o único que resta é aguentar do jeito que for até o fim de ano quando, pelos meus cálculos, a imunidade coletiva talvez esteja ao alcance. (Favor registre o “talvez”.) Mas nunca se sabe.

Carta a Humanidade BRASILEIRA

Prezados e prezadas, meu nome é Carlos Eduardo, sou enfermeiro e resido em São Paulo – Brasil, provavelmente não me conhecem, mas devem conhecer um parente, ou amigo ou até mesmo um conhecido que também seja da área da saúde.

Há exatos um ano da pandemia pela COVID-19, estamos exaustos e esgotados psicologicamente e fisicamente.

Venho em nome de toda a equipe multidisciplinar (enfermagem, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, etc.), solicitar que por tudo que mais amam, cuidem da vossa saúde, parem de aglomerar, parem de estar em lugares sem necessidades, pensem um pouco no que estamos vivendo e fazendo.

Cada ação gera uma reação

Não estamos mais suportando tanta sobrecarga psicológica, tanta correria em nossos dia-a-dia. Nós profissionais estamos à beira de um colapso físico e mental.

Suplicamos que apenas se cuidem, sejam responsáveis e tenham um pouco de empatia com as pessoas que estão morrendo nos hospitais e por nós profissionais que estamos lutando para que as perdas de vidas não sejam tão grande!

PENSEM NA PREVENÇÃO

Caros amigos e familiares, compartilhem esse pequeno texto por mim e pelos meus colegas de profissão, em suas redes sociais para que alcancemos o maior número de pessoas e possamos conscientizar e enfatizar que não estamos no fim da pandemia e precisamos manter os cuidados e o distanciamento social!

Grato!

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